Um brasileiro e dois bolivianos foram presos preventivamente na França após a apreensão de mais de uma tonelada de cocaína em uma embarcação interceptada no Oceano Índico. Os três suspeitos foram formalmente indiciados na sexta-feira (10) por um tribunal de Paris, que determinou a manutenção da prisão enquanto as investigações avançam.
Segundo informações divulgadas pela agência AFP, o barco foi abordado pelas autoridades francesas em 25 de junho, nas proximidades da ilha de Reunião, território ultramarino da França localizado no Oceano Índico. A embarcação fazia uma rota entre a América do Sul e a Austrália quando foi interceptada.
Apreensão supera uma tonelada de cocaína
Durante a operação, os agentes encontraram mais de uma tonelada de cocaína escondida na embarcação. O volume da droga reforçou a suspeita de que o grupo atuava em uma rota internacional de tráfico de entorpecentes.
Após a apreensão, o caso foi encaminhado à Justiça francesa. Os três ocupantes passaram por audiência de custódia e tiveram a prisão preventiva decretada.
Investigação ficará a cargo de unidade especializada
De acordo com o jornal francês Le Figaro, a Procuradoria Nacional de Combate ao Crime Organizado instaurou um inquérito judicial para investigar a origem da droga, a logística utilizada na operação e possíveis ligações dos suspeitos com organizações criminosas internacionais.
As autoridades também buscam identificar outros envolvidos na rota marítima utilizada para o transporte da carga ilícita.
Defesa do brasileiro nega envolvimento
O brasileiro, de 58 anos, afirmou aos investigadores que trabalha como pescador.
Em declaração à AFP, o advogado Eliott Amzallag negou qualquer participação do cliente em organizações criminosas. Segundo ele, o brasileiro “não tem nenhuma ligação com o mundo do narcotráfico” e teria sido explorado por pessoas que se aproveitaram de sua condição física e mental.
O defensor acrescentou que seu cliente é um homem idoso e apresenta sinais de desgaste, argumento que deverá ser utilizado ao longo da investigação.
Advogados dos bolivianos também contestam acusações
Os dois cidadãos bolivianos, com idades entre 30 e 40 anos, permanecem presos em Paris.
O advogado do suspeito mais jovem, Baptiste Bellet, afirmou que seu cliente pretende colaborar integralmente com as autoridades francesas e demonstrar que não possui vínculos com a organização criminosa investigada.
Já a advogada do outro boliviano, Sophie Guimanant, preferiu não comentar o caso.
França reforça combate ao tráfico internacional
A apreensão evidencia a atuação das autoridades francesas no monitoramento de rotas marítimas utilizadas pelo crime organizado para o transporte internacional de drogas.
A ilha de Reunião ocupa uma posição estratégica no Oceano Índico e frequentemente integra operações de fiscalização conduzidas pela Marinha e por órgãos de segurança da França. As investigações agora buscam identificar os responsáveis pelo envio da carga, o destino final da cocaína e eventuais conexões da operação com redes internacionais de tráfico de drogas.


