A chapa formada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e pelo vice-presidente Geraldo Alckmin entrará em uma etapa decisiva nesta semana. Apesar de os dois já terem anunciado que disputarão juntos as eleições de 2026, a composição ainda precisa ser aprovada formalmente pelos partidos.
O primeiro movimento ocorrerá nesta quarta-feira (29), quando o PSB realizará sua convenção nacional em Brasília. Em seguida, no domingo, 2 de agosto, será a vez de o PT homologar a candidatura de Lula durante encontro em São Paulo.
Lula já confirmou permanência de Alckmin
Lula anunciou em março que disputará a reeleição e manterá Alckmin como candidato a vice-presidente. A decisão reedita a composição vencedora de 2022 e encerrou as especulações sobre uma possível mudança na chapa governista.
O anúncio público, porém, não substitui as decisões partidárias exigidas no processo eleitoral. Como Lula é filiado ao PT e Alckmin pertence ao PSB, cada legenda precisa aprovar formalmente o nome de seu representante.
PSB votará coligação com o PT
A convenção nacional do PSB está marcada para as 18h30 desta quarta-feira, no Centro de Convenções Meliá Brasil 21, em Brasília.
Segundo o partido, os filiados deverão deliberar sobre a coligação nacional com o PT e confirmar oficialmente Alckmin como candidato a vice-presidente na chapa encabeçada por Lula. O evento também deverá reunir dirigentes partidários, parlamentares e representantes de legendas aliadas.
A aprovação representará a formalização do primeiro nome da composição. Até a realização da convenção, Alckmin permanece como pré-candidato a vice.
PT oficializará candidatura de Lula
O PT realizará sua convenção nacional no domingo, 2 de agosto, às 10h, no Pavilhão Amarelo do Expo Center Norte, em São Paulo.
A legenda informou que o encontro será usado para oficializar Lula como candidato à reeleição e apresentar a chapa com Alckmin. Até essa decisão, o presidente também permanece tecnicamente na condição de pré-candidato.
A sequência de convenções preserva a aliança construída entre PT e PSB em 2022. Naquela eleição, a presença de Alckmin foi utilizada para ampliar a composição política da candidatura e estabelecer uma aproximação com setores de centro.
Apoio no governo não garante aliança eleitoral
PT e PSB ainda poderão negociar o ingresso de outras legendas na coligação nacional. Entretanto, a presença de um partido no governo ou a ocupação de ministérios por seus integrantes não representa, automaticamente, apoio eleitoral à chapa.
As alianças precisam ser aprovadas pelas instâncias partidárias durante o período das convenções. Por isso, eventuais apoios somente devem ser considerados confirmados após decisão oficial ou anúncio formal das legendas envolvidas. As convenções podem ser realizadas até 5 de agosto.
PT recebe segunda maior parcela do Fundo Eleitoral
O PT terá aproximadamente R$ 615,4 milhões do Fundo Especial de Financiamento de Campanha, o FEFC. Trata-se da segunda maior cota entre os partidos, atrás do PL, que recebeu cerca de R$ 881,7 milhões.
O valor, porém, não corresponde ao orçamento exclusivo da campanha de Lula. O recurso pertence ao partido e deverá financiar o conjunto de candidaturas petistas para presidente, governos estaduais, Senado, Câmara dos Deputados e assembleias legislativas.
A direção nacional ficará responsável por definir a distribuição do dinheiro conforme os critérios partidários e as regras eleitorais.
Registro deverá ser apresentado até 15 de agosto
Mesmo depois das convenções de PSB e PT, a participação da chapa na eleição ainda dependerá do pedido de registro e da análise da Justiça Eleitoral.
Os partidos, federações e coligações têm até as 19h de 15 de agosto para registrar seus candidatos. A propaganda eleitoral geral estará autorizada a partir do dia seguinte.
Com a realização das duas convenções, Lula e Alckmin deverão concluir a etapa partidária da candidatura. Depois disso, o foco da articulação passará para a formalização da coligação, a divisão dos recursos e a organização dos palanques estaduais.


