O calendário das principais convenções partidárias no Amazonas chega ao fim nesta terça-feira (4) com dois eventos que prometem movimentar o cenário eleitoral. A Federação União Progressista e o Partido Liberal (PL) oficializarão suas chapas para o Governo, o Senado, a Câmara dos Deputados e a Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam).
As convenções colocam frente a frente dois projetos políticos distintos. A União Progressista aposta na estrutura da atual administração estadual e em uma aliança formada por diferentes partidos. Já o PL pretende consolidar uma candidatura de oposição sustentada pelo eleitorado conservador e por parlamentares ligados, principalmente, à segurança pública.
Além das candidaturas majoritárias, os encontros definirão quais nomes disputarão as vagas proporcionais. Essa composição terá peso direto na campanha, uma vez que deputados, vereadores e outras lideranças ajudam a ampliar a presença dos candidatos ao Governo tanto em Manaus quanto nos municípios do interior.
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União Progressista oficializa chapa governista
A convenção da Federação União Progressista será realizada na Arena Amadeu Teixeira, em Manaus. O evento deverá oficializar Roberto Cidade como candidato à reeleição ao Governo do Amazonas.
A chapa será completada pelo vice-governador Serafim Corrêa, enquanto Wilson Lima será homologado como candidato ao Senado Federal.
A União Progressista é formada por União Brasil e Progressistas. No Amazonas, o grupo também reúne partidos aliados em torno da candidatura majoritária e pretende apresentar sua força política com a participação de parlamentares, prefeitos, vereadores e representantes de diferentes municípios.
Com várias legendas reunidas no mesmo palanque, a convenção funcionará como uma demonstração da estrutura política construída pelo grupo. Ao mesmo tempo, o evento deverá definir os nomes que disputarão as vagas proporcionais.
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Estrutura governista amplia capacidade de articulação
A União Progressista chega à convenção com uma das estruturas partidárias mais amplas da disputa estadual. A federação reúne parlamentares com mandato, gestores, ex-gestores e lideranças com atuação tanto na capital quanto no interior.
Entre os principais nomes relacionados ao grupo estão o deputado federal Fausto Júnior e os deputados estaduais Joana Darc, Adjuto Afonso, Mário César Filho e Dr. George Lins.
Também aparecem nas articulações lideranças como Tadeu de Souza, Coronel Menezes, Therezinha Ruiz, Patrícia Lopes e o vereador Aldenor Lima.
Outros nomes passaram a integrar as movimentações recentes da federação. A vereadora Thaysa Lippy, por exemplo, aparece como pré-candidata à Câmara dos Deputados. A apresentadora Vivian Amorim também se filiou ao União Brasil e passou a participar de agendas ao lado de pré-candidatas do grupo.
A definição das listas proporcionais será importante para mostrar como a federação pretende distribuir seus principais quadros entre as disputas pela Câmara Federal e pela Assembleia Legislativa.
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PL concentra expectativa na escolha do vice
A convenção estadual do PL está marcada para as 19h, no Dulcila Festas e Convenções, localizado na zona Oeste de Manaus.
O partido homologará a candidatura da professora Maria do Carmo ao Governo do Amazonas e do deputado federal Capitão Alberto Neto ao Senado.
A principal expectativa envolve a escolha do candidato a vice-governador. Entre os nomes que movimentaram os bastidores estão Chico Preto e os vereadores Sargento Salazar, Capitão Carpê e Coronel Rosses.
A definição poderá provocar mudanças na organização das chapas proporcionais. Os vereadores são considerados nomes competitivos para as disputas pela Câmara Federal ou pela Assembleia Legislativa. Caso um deles seja escolhido para compor a chapa majoritária, o partido precisará reorganizar sua estratégia eleitoral.
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Parlamentares formam núcleo eleitoral do PL
Além da chapa majoritária, o PL conta com parlamentares conhecidos do eleitorado amazonense para fortalecer sua participação nas disputas legislativas.
Entre os principais nomes da legenda estão os deputados estaduais Delegado Péricles, Débora Menezes e Cabo Maciel. Os três possuem mandato na Aleam e integram o núcleo político do partido no estado.
A legenda também reúne os vereadores Sargento Salazar, Coronel Rosses, Capitão Carpê e Raiff Matos. Eles podem ser apresentados para vagas na Câmara dos Deputados ou na Assembleia Legislativa, conforme as decisões tomadas durante a convenção.
A presença de parlamentares ligados às áreas de segurança pública e ao campo conservador reforça a identidade política que o PL pretende levar para a campanha.
Ao mesmo tempo, o partido terá o desafio de ampliar sua presença nos municípios do interior, onde a estrutura partidária e as alianças locais possuem peso importante na disputa estadual.
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Convenções revelam estratégias eleitorais
Embora tenham a função formal de aprovar candidaturas e alianças, as convenções também servem para medir a capacidade de mobilização dos grupos políticos.
A União Progressista pretende apresentar uma composição ampla, sustentada pela estrutura governista e pela participação de diferentes legendas. O grupo aposta na presença de prefeitos, vereadores e lideranças municipais para fortalecer Roberto Cidade e Wilson Lima.
O PL, por sua vez, busca consolidar Maria do Carmo como um dos principais nomes de oposição ao Governo do Estado. A candidatura conta com a atuação de parlamentares identificados com o eleitorado conservador e pretende aproveitar a influência nacional da legenda para ampliar sua mobilização no Amazonas.
Antes da confirmação das candidaturas próprias, PL e União Progressista foram envolvidos em especulações sobre uma possível aliança. As tratativas não avançaram, e os dois grupos chegaram ao fim do período de convenções com projetos separados para a disputa estadual.
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Disputa proporcional terá papel estratégico
A definição das chapas para deputado estadual e federal também poderá influenciar diretamente a corrida pelo Governo.
Os candidatos proporcionais ajudam a levar as campanhas majoritárias para bairros, comunidades e municípios onde os postulantes ao Executivo possuem menor presença. Por isso, partidos e federações procuram reunir nomes com mandato, bases eleitorais consolidadas e capacidade de mobilização.
Na União Progressista, o desafio será administrar os interesses de diferentes lideranças e partidos dentro de uma estrutura ampla. No PL, a missão será distribuir seus principais nomes entre as disputas estadual e federal sem enfraquecer a chapa majoritária.
As convenções mostrarão quais lideranças foram escolhidas para representar cada grupo e quais articulações serão mantidas durante a campanha.
Próxima etapa será o registro
Com o encerramento das convenções, os partidos entrarão na fase de registro das candidaturas perante a Justiça Eleitoral.
As siglas deverão apresentar a documentação e as atas com os nomes aprovados. Depois disso, caberá ao Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas analisar os pedidos e verificar se os concorrentes cumprem as exigências previstas pela legislação.
Portanto, a homologação partidária não representa a confirmação definitiva da candidatura. Os nomes ainda precisarão passar pelo processo de registro e julgamento da Justiça Eleitoral.
Mesmo assim, os eventos desta terça-feira representarão um divisor de águas na eleição estadual. Após meses de negociações, pré-candidaturas e especulações, PL e União Progressista entrarão oficialmente na disputa com chapas próprias, estratégias distintas e o objetivo de ampliar sua influência política no Amazonas.


