HomeNotíciasBrasilDólar sobe nesta quinta após inflação abaixo do esperado nos EUA

Dólar sobe nesta quinta após inflação abaixo do esperado nos EUA

Moeda americana era negociada acima de R$ 5,19 nesta quinta-feira (13), enquanto investidores avaliavam dados de preços nos Estados Unidos, queda do petróleo e desempenho do varejo brasileiro

O dólar operava em alta frente ao real na manhã desta quinta-feira (13), em uma sessão marcada pela divulgação de novos dados de inflação nos Estados Unidos e pela expectativa em torno dos próximos passos do Federal Reserve.

Por volta das 9h35, no horário de Brasília, a moeda americana avançava 0,24%, cotada a R$ 5,1901 na venda. Na B3, o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento era negociado próximo de R$ 5,205, com queda de 0,18% naquele momento.

Na quarta-feira (12), o dólar à vista encerrou a sessão em torno de R$ 5,1776, com leve valorização.

Preços ao produtor surpreendem nos Estados Unidos

O mercado repercutia principalmente o índice de preços ao produtor, conhecido pela sigla PPI, divulgado nesta quinta-feira nos Estados Unidos.

Os preços permaneceram estáveis em julho na comparação com junho e registraram avanço de 4,7% em 12 meses.

Os resultados ficaram abaixo das projeções de economistas consultados pela Reuters, que apontavam para alta mensal de 0,2% e avanço anual de 4,9%.

A leitura mais fraca reforçou a avaliação de que as pressões inflacionárias podem estar perdendo força e aumentou a atenção dos investidores sobre a política monetária americana.

Um dia antes, os Estados Unidos já haviam divulgado os números da inflação ao consumidor. Os dados ficaram próximos das expectativas e contribuíram para reduzir as apostas em uma nova elevação dos juros pelo Federal Reserve na reunião de setembro.

Petróleo recua no mercado internacional

Outro fator acompanhado pelos investidores nesta quinta-feira era a queda das cotações do petróleo.

O Brent recuava após acumular seis sessões consecutivas de alta, em meio a preocupações com uma possível desaceleração da demanda global e ao crescimento dos estoques da commodity nos Estados Unidos.

As projeções menos favoráveis para o consumo mundial ajudavam a pressionar as cotações, apesar da continuidade das tensões geopolíticas no Oriente Médio.

Estados Unidos e Irã permanecem em um impasse nas tentativas de retomar o acordo provisório firmado em junho. Segundo uma autoridade iraniana ouvida pela Reuters, não houve avanço recente nas tratativas.

Vendas do varejo crescem no Brasil

No cenário doméstico, dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) também entraram no radar dos agentes financeiros.

As vendas do comércio varejista brasileiro avançaram 0,5% em junho na comparação com maio, superando as expectativas e mostrando aceleração da atividade no encerramento do segundo trimestre.

O desempenho acima do previsto é acompanhado de perto pelo mercado por seus possíveis reflexos sobre atividade, inflação e decisões futuras do Banco Central.

Mercado aguarda fala de Galípolo

A agenda doméstica ainda conta com participação do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, na abertura do evento “30 anos de atuação do FGC”, promovido pelo Fundo Garantidor de Créditos, em São Paulo.

A participação está prevista para as 14h30, e investidores devem acompanhar eventuais declarações relacionadas à inflação e à condução dos juros no Brasil.

O Banco Central também realiza nesta quinta-feira operação de rolagem de contratos de swap cambial com vencimento no início de setembro.

No mercado de juros futuros, as taxas apresentavam pequenas altas pela manhã. O DI para janeiro de 2028 estava próximo de 13,94%, enquanto o contrato para janeiro de 2035 operava em torno de 14,565%.

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