A empresa Discord informou, nesta segunda-feira (17), que interrompeu, por tempo indeterminado, a possibilidade de os usuários transmitirem vídeos usando o aplicativo de mesmo nome.
A suspensão preventiva da funcionalidade foi determinada pela Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD), no último dia 12. A medida foi imposta para frear episódios de violência e de coação contra menores de 18 anos, como o que culminou no suicídio de uma adolescente de 13 anos, moradora de Naviraí (MS), em 22 de julho.
“Em cumprimento à determinação da ANPD, suspendemos os recursos de vídeo do Discord no Brasil”, assegurou a companhia em nota divulgada na tarde desta segunda-feira (17).
Hoje terminava o prazo que a agência reguladora estabeleceu para a companhia cumprir a determinação.
Segundo a empresa, a suspensão das transmissões ao vivo e dos compartilhamentos de vídeos não afeta as comunicações por texto e áudio nem outros recursos da plataforma.
Além disso, a companhia afirma que está “dialogando” com representantes da ANPD em busca de uma solução que lhe permita restabelecer as transmissões de vídeo para os usuários brasileiros.
“O vídeo é uma parte importante e muito valorizada da experiência no Discord, permitindo que nossos usuários se comuniquem e criem conexões significativas ao compartilhar experiências, jogar juntos e manter contato com amigos e familiares”, acrescentou o Discord.
A empresa classificou a morte da adolescente de Naviraí como “um caso devastador”, resultado de uma “situação muito séria”, uma “campanha coordenada de violência extrema conduzida em múltiplas plataformas” digitais.
Determinação
A ANPD determinou, na semana passada, que a plataforma suspendesse preventivamente as transmissões ao vivo e os compartilhamentos de vídeos no Brasil após a Superintendência de Fiscalização identificar falhas na proteção aos usuários, principalmente crianças e adolescentes.


