Os partidos políticos já começaram a transferir recursos para financiar as campanhas dos candidatos ao Governo do Amazonas nas eleições de 2026. Os valores informados até esta sexta-feira (4) mostram diferenças entre as candidaturas, que podem ser consultados no sistema DivulgaCandContas, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Entre os candidatos com maior volume de recursos partidários aparece Omar Aziz (PSD), que recebeu R$ 3 milhões do PSD e outros R$ 3 milhões do Republicanos, partido com o qual forma coligação na disputa. Com isso, o candidato totaliza R$ 6 milhões de repasses dos fundos.
A candidata Professora Maria do Carmo (PL) recebeu R$ 4,5 milhões da direção nacional do PL. No sistema, também aparece que a própria candidata fez o repasse de R$ 30 mil para a campanha.
Já o candidato à reeleição Roberto Cidade (União Progressista) registra R$ 2,8 milhões, repassados pela direção nacional e R$ 150 mil do diretório estadual, somando R$ 3 milhões.
No sistema, o candidato David Almeida (Avante) aparece com o valor de R$ 2 milhões, repassados pela direção nacional do Avante.
O candidato Gilberto Vasconcelos (PSTU) registrou o repasse partidário de R$ 20 mil. Além disso, também há registros de doações do próprio candidato e também da candidata a vice na chapa, Juliana Frota, ambas com o valor de R$ 1,5 mil.
Até o momento considerado no levantamento, Cabo Daciolo (Mobiliza) e Isael Munduruku (Rede) não apresentavam prestação de contas com informações sobre repasses partidários.
Veja os valores informados
Omar Aziz (PSD): R$ 6 milhões — R$ 3 milhões do PSD e R$ 3 milhões do Republicanos;
Maria do Carmo (PL): R$ 4,5 milhões;
Roberto Cidade (União Progressista): R$ 3 milhões — R$ 2,8 milhões da direção nacional e R$ 150 mil da estadual;
David Almeida (Avante): R$ 2 milhões;
Gilberto Vasconcelos (PSTU): R$ 20 mil;
Cabo Daciolo (Mobiliza): sem prestação de contas disponível no levantamento;
Isael Munduruku (Rede): sem prestação de contas disponível no levantamento.
Os números representam os repasses registrados até o momento e podem sofrer alterações ao longo da campanha à medida que partidos façam possíveis novas transferências e as prestações de contas sejam atualizadas.
Campanhas podem gastar até R$ 7,1 milhões no primeiro turno
Para a disputa pelo Governo do Amazonas, o limite de gastos estabelecido pelo TSE no primeiro turno é de R$ 7,1 milhões por candidatura. Caso haja segundo turno, o teto poderá ser acrescido em 50%, equivalente a R$ 3,5 milhões.
O teto de gastos engloba as despesas eleitorais realizadas pela candidatura e não significa que todo o valor precise ser financiado pelo Fundo Eleitoral. As campanhas também podem receber outras fontes permitidas pela legislação eleitoral, desde que devidamente declaradas.
As informações sobre receitas, despesas, doadores, fornecedores, bens declarados e prestação de contas dos candidatos ficam disponíveis para consulta pública no DivulgaCandContas, mantido pela Justiça Eleitoral. O próprio TSE informa que os limites de gastos por cargo e circunscrição também podem ser consultados na plataforma.
Fundo Eleitoral soma quase R$ 5 bilhões em 2026
Nas eleições deste ano, o Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC), conhecido como Fundo Eleitoral, possui R$ 4,9 bilhões em recursos públicos destinados ao financiamento das campanhas em todo o país.
O valor não é dividido igualmente entre as legendas. Pela legislação eleitoral, 2% do total são repartidos de forma igualitária entre todos os partidos registrados no TSE. Outros 35% são distribuídos proporcionalmente à quantidade de votos obtidos pelas legendas na última eleição para a Câmara dos Deputados.
A maior parcela, de 48%, leva em consideração o número de representantes eleitos para a Câmara, enquanto os 15% restantes são distribuídos conforme a representação dos partidos no Senado Federal.
Depois de receber sua cota, cada partido define internamente os critérios para distribuir os recursos entre suas candidaturas. A decisão cabe à Comissão Executiva Nacional da legenda e os critérios precisam ser informados e divulgados. O TSE não define quanto cada candidato deve receber, embora a distribuição tenha de respeitar as regras legais, inclusive as destinadas às candidaturas de mulheres, pessoas negras e indígenas.
Assim, o valor recebido por cada candidato ao Governo do Amazonas depende da estratégia e dos critérios estabelecidos pelas próprias siglas e coligações, dentro dos limites de gastos determinados pela Justiça Eleitoral.
Leia mais: Confira a agenda de campanha dos candidatos ao Governo do Amazonas nesta sexta-feira (4)








