O desfile de 7 de Setembro, realizado nesta segunda-feira (7), em Brasília, reuniu o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta.
Durante a cerimônia na Esplanada dos Ministérios, parte do público entoou gritos em defesa do fim da escala 6×1, modelo em que o trabalhador atua durante seis dias e folga um.
As manifestações ocorreram enquanto o tema ganha força no Congresso Nacional, após avanço de uma proposta que prevê redução da jornada semanal e dois dias de descanso remunerado.
Tema ganha força no Congresso
A mobilização pelo fim da escala 6×1 cresceu nos últimos meses e passou a ocupar espaço central no debate trabalhista.
Uma proposta em tramitação no Congresso prevê a redução da jornada máxima semanal de 44 para 40 horas, além de estabelecer dois dias de descanso por semana, sem redução salarial.
O texto já avançou no Legislativo e ainda precisa cumprir etapas de votação para entrar em vigor.
Davi Alcolumbre e Hugo Motta, que acompanharam o desfile ao lado de Lula, comandam justamente as duas Casas responsáveis pela tramitação de mudanças constitucionais.
Lula divide tribuna com chefes dos Poderes
Além dos presidentes do STF, Senado e Câmara, o evento reuniu o vice-presidente Geraldo Alckmin, ministros do governo federal, comandantes militares e outras autoridades.
A concentração dos chefes dos Três Poderes na tribuna oficial deu tom institucional à cerimônia.
Lula chegou ao desfile acompanhado da primeira-dama Janja da Silva e acompanhou as apresentações militares e civis previstas na programação.
Soberania e combate à violência também foram destaque
O desfile deste ano teve como alguns dos principais eixos a soberania nacional, o enfrentamento à violência contra mulheres e a preparação do Brasil para sediar a Copa do Mundo Feminina de 2027.
As Forças Armadas participaram com tropas, veículos e aeronaves, mantendo a tradição do desfile cívico-militar realizado anualmente na capital federal.
O ato também ocorreu em meio ao período eleitoral de 2026, o que levou a restrições para evitar o uso da estrutura oficial com finalidade de campanha.
Mesmo sem discurso político-eleitoral durante a cerimônia, os gritos pelo fim da escala 6×1 colocaram a pauta trabalhista entre os principais assuntos que marcaram o evento.


