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Vazante avança no Amazonas e sete municípios já estão em situação de emergência

Boletim da Operação Estiagem 2026 aponta ainda 14 municípios em alerta e 13 em atenção; previsão indica pouca chuva em grande parte do estado nos próximos sete dias

A vazante dos rios amplia o cenário de estiagem no Amazonas. Boletim atualizado nesta quarta-feira (9), às 14h, mostra que sete municípios estão classificados em situação de emergência, enquanto outros 14 aparecem em alerta e 13 em atenção. Segundo o levantamento, 28 municípios permanecem em situação de normalidade.

A lista de municípios em emergência inclui Atalaia do Norte, Benjamin Constant, Carauari, Eirunepé, Itamarati, Manacapuru e São Paulo de Olivença.

Os dados integram a Operação Estiagem 2026 e reforçam a necessidade de acompanhamento do comportamento dos rios nas diferentes calhas do estado.

Previsão aponta semana de pouca chuva

O cenário meteorológico também exige atenção. Conforme o boletim, a previsão para os próximos sete dias indica baixos volumes de chuva na maior parte do Amazonas.

Os maiores acumulados devem ocorrer principalmente nas regiões noroeste e oeste. Nas áreas das calhas do Alto Rio Negro e Médio Solimões, a previsão aponta volumes que podem variar, pontualmente, entre 60 e 80 milímetros.

Já nas regiões central, sul e leste, a tendência é de pouca ou nenhuma precipitação acumulada durante o período.

Apesar disso, o boletim informa que ainda podem ocorrer chuvas isoladas em alguns setores do estado.

Manaus também registra vazante

Na capital amazonense, o Rio Negro aparece em processo de vazante.

O painel da Defesa Civil referente à calha do Rio Negro registra uma cota de 22,84 metros em Manaus nesta quarta-feira. Para comparação, a maior cota histórica apresentada no levantamento é de 30,02 metros, registrada em junho de 2021.

A menor marca histórica indicada no documento foi de 12,11 metros, registrada em 9 de outubro de 2024.

O acompanhamento também inclui municípios das calhas dos rios Juruá, Purus, Madeira, Alto Solimões, Médio Solimões, Baixo Solimões, Médio Amazonas e Baixo Amazonas.

Interior concentra situação mais crítica

O avanço da estiagem ganha maior impacto no interior, onde o nível dos rios interfere diretamente no transporte fluvial e no acesso a comunidades.

O boletim apresenta municípios distribuídos entre os níveis de emergência, alerta e atenção. No entanto, há uma divergência interna no documento: embora o quadro geral registre 14 municípios em alerta, a relação nominal apresentada reúne 16 localidades.

Diante da diferença, a reportagem considera o número consolidado de 14 municípios informado oficialmente no quadro-resumo da Operação Estiagem 2026.

Cenário segue em monitoramento

Com a continuidade da vazante e a perspectiva de pouca chuva em parte expressiva do Amazonas, o cenário deve permanecer sob acompanhamento ao longo dos próximos dias.

A evolução dos níveis dos rios será decisiva para indicar se novos municípios poderão avançar para níveis mais críticos da estiagem, sobretudo nas regiões onde o acesso depende diretamente das hidrovias.

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