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STF assume investigação de suspeita de corrupção envolvendo Coari e Adail Filho; entenda

Os investigadores também identificaram que empresas relacionadas aos suspeitos mantinham contratos com a Prefeitura de Coari e teriam sido utilizadas em possíveis fraudes em processos de licitação

O Supremo Tribunal Federal (STF) determinou a instauração de um inquérito para apurar suspeitas de corrupção e lavagem de dinheiro envolvendo contratos públicos e recursos federais destinados ao município de Coari, no interior do Amazonas. A decisão foi tomada em 22 de abril de 2026 e levou em consideração a possível participação do deputado federal Adail Filho (MDB-AM) nos fatos investigados. O documento pode ser conferido clicando aqui neste link.

A investigação teve origem na prisão em flagrante de Cesar de Jesus Gloria Albuquerque, Erick Pinto Saraiva e Vagner Santos Moitinho, no aeroporto de Brasília, quando eles transportavam uma quantia expressiva de dinheiro em espécie sem comprovação de origem lícita, segundo os autos. Durante as apurações, documentos e dispositivos eletrônicos apreendidos apontaram, conforme a decisão, transferências financeiras realizadas por empresas ligadas aos investigados em benefício de Adail Filho e de Manoel Adail, prefeito de Coari e pai do parlamentar.

Os investigadores também identificaram que empresas relacionadas aos suspeitos mantinham contratos com a Prefeitura de Coari e teriam sido utilizadas em possíveis fraudes em processos de licitação. A decisão cita ainda informações sobre o recebimento de recursos federais pelo município em 2024 e 2025 por meio de emendas parlamentares de autoria de Adail Filho. Segundo o STF, esses elementos estabelecem uma relação entre os fatos investigados e o exercício do mandato parlamentar.

Com base nessa conexão, o STF acolheu manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR) e decidiu manter a apuração de todos os investigados sob a competência da Corte, sem desmembramento do processo. A determinação inclui pessoas que não possuem foro por prerrogativa de função no Supremo, em razão da conexão entre as condutas investigadas.

A decisão também determinou que a Polícia Federal dê continuidade às investigações, com prazo de 60 dias para adoção das providências cabíveis. O juízo da 1ª Vara Criminal de Brasília deverá encaminhar ao STF, em até 48 horas, a parte restante da investigação. A decisão não representa condenação dos investigados, mas determina o prosseguimento da apuração sobre as suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro e possíveis fraudes em licitações.

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