Celebrado nesta sexta-feira (18), o Dia Nacional de Conscientização e Incentivo ao Diagnóstico Precoce do Retinoblastoma chama a atenção de pais e responsáveis para os sinais do câncer ocular que afeta principalmente crianças pequenas.
A data foi instituída pela Lei nº 12.637/2012 e busca ampliar o conhecimento da população sobre a importância de identificar a doença ainda nos estágios iniciais.
O retinoblastoma é um tumor maligno que se desenvolve na retina, região localizada no fundo do olho e responsável por captar a luz e formar as imagens. A doença pode atingir apenas um ou os dois olhos e costuma surgir nos primeiros anos de vida, geralmente antes dos 5 anos.
Reflexo branco é o principal sinal de alerta
Um dos sinais mais conhecidos do retinoblastoma é a leucocoria, popularmente chamada de “reflexo do olho de gato”. A alteração faz com que a pupila apresente uma coloração branca quando recebe luz, em vez do reflexo avermelhado considerado normal.
O sinal pode ser percebido em fotografias tiradas com flash, especialmente quando somente um dos olhos aparece com o reflexo branco. A alteração não confirma, sozinha, a presença do câncer, mas exige avaliação médica o mais rapidamente possível.
Outros sinais que merecem atenção incluem:
- estrabismo, quando os olhos apontam para direções diferentes;
- vermelhidão persistente;
- inchaço na região ocular;
- dor nos olhos;
- alteração no tamanho ou na aparência da pupila;
- redução da visão;
- movimentos involuntários dos olhos.
Essas manifestações também podem estar relacionadas a outros problemas de saúde. Por isso, a orientação é procurar um pediatra ou oftalmologista sempre que houver qualquer mudança nos olhos da criança.
Teste do olhinho ajuda a identificar alterações
O Teste do Reflexo Vermelho, conhecido como “teste do olhinho”, é uma das formas de detectar alterações oculares nos primeiros dias de vida. Durante o exame, um profissional utiliza uma fonte de luz para observar o reflexo das pupilas.
Caso seja encontrada alguma anormalidade, a criança deve ser encaminhada para uma avaliação oftalmológica detalhada. Mesmo quando o resultado inicial é normal, pais e responsáveis precisam continuar atentos, pois algumas alterações podem aparecer posteriormente.
O Instituto Nacional de Câncer (INCA) reforça a importância do diagnóstico precoce do câncer infantojuvenil. No caso do retinoblastoma, a identificação rápida pode ampliar as possibilidades de controlar o tumor, preservar o olho e manter a visão.
Tratamento depende do estágio da doença
O tratamento é definido conforme o tamanho, a localização e a extensão do tumor, além da possibilidade de comprometimento de um ou dos dois olhos. Entre as opções estão quimioterapia, laser, crioterapia, radioterapia e cirurgia.
Nos casos mais avançados, pode ser necessária a retirada do olho atingido para impedir a progressão da doença e proteger a vida da criança. A escolha do procedimento deve ser feita por uma equipe especializada em oncologia pediátrica e oftalmologia.
Sem tratamento, o tumor pode avançar para outras estruturas do olho e, em situações graves, atingir outras partes do organismo. Por isso, alterações suspeitas não devem ser ignoradas nem tratadas apenas como problemas estéticos.
Ao perceber reflexo branco na pupila, estrabismo repentino ou qualquer mudança persistente nos olhos da criança, pais e responsáveis devem procurar atendimento médico. A fotografia com flash pode revelar um sinal de alerta, mas somente a avaliação especializada é capaz de confirmar o diagnóstico.


