A disputa pelo Governo do Pará entra nesta segunda-feira (21) em sua fase decisiva. Faltando 13 dias para o primeiro turno, marcado para 4 de outubro, campanhas ampliam as agendas, pesquisas apresentam cenários diferentes e decisões da Justiça Eleitoral continuam sendo acompanhadas pelos partidos.
O Pará possui 6.265.355 eleitores aptos a votar, o maior eleitorado da Região Norte. Belém lidera entre os municípios paraenses, com mais de 1 milhão de votantes, seguida por Ananindeua, Santarém, Parauapebas e Marabá.
Na corrida pelo Palácio dos Despachos, seis nomes aparecem no cenário mais recente: Araceli Lemos, Dr. Daniel Santos, Gal Leite, Hana Ghassan, Ruth Reis e Well Macêdo.
Pesquisas apontam lideranças diferentes
Apesar de Hana Ghassan e Dr. Daniel concentrarem a disputa, os levantamentos mais recentes não apresentam a mesma ordem de colocação.
Na pesquisa do Instituto Veritá, registrada na Justiça Eleitoral sob o número PA-07017/2026, Dr. Daniel aparece com 56,2% das intenções de voto. Hana Ghassan tem 38,9%, enquanto Araceli Lemos registra 2,9%.
Foram entrevistados 1.525 eleitores. A margem de erro é de 2,5 pontos percentuais, para mais ou para menos.
O levantamento do Real Time Big Data, registrado como PA-00415/2026, mostra um cenário diferente. Hana Ghassan lidera com 40%, enquanto Dr. Daniel aparece com 35%.
Araceli tem 3% e os demais candidatos somam 1%. Brancos e nulos representam 8%, enquanto 13% dos entrevistados não souberam ou preferiram não responder.
O Real Time Big Data ouviu 1.600 eleitores. A pesquisa possui margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%.
Como os institutos utilizaram metodologias e períodos de coleta diferentes, os números representam fotografias específicas do eleitorado e não devem ser interpretados como uma evolução direta entre uma pesquisa e outra.
Leia mais no Portal Manaós
- Eleições no Pará: Hana Ghassan lidera para o governo e Helder Barbalho no Senado
- Eleições no Pará: Dr. Daniel e Hana Ghassan surgem empatados em pesquisas para o governo
- Pará tem 113 candidaturas deferidas, 12 renúncias e 604 ainda sob análise
Conheça os nomes da disputa
Hana Ghassan concorre pelo MDB. A governadora assumiu o cargo em abril, depois da saída de Helder Barbalho para disputar uma vaga no Senado. Dirceu Ten Caten, do PT, é o candidato a vice.
Dr. Daniel Santos disputa pelo Podemos. Ex-prefeito de Ananindeua, ele deixou o comando municipal para concorrer ao governo. A vice é Ellayne D’Almeida, do PL.
Araceli Lemos representa o PSOL e tem Fátima Santana como candidata a vice-governadora. Pela Unidade Popular, Gal Leite forma chapa com Karen Suellen.
Well Macêdo passou a disputar o governo pelo PSTU após a renúncia de Cléber Rabelo. Seu Alex ocupa a vaga de vice na nova composição.
Ruth Reis assumiu a candidatura do Democrata depois da renúncia de José Moita. Márcia Carvalho foi apresentada como candidata a vice.
As alterações nas chapas fazem com que pesquisas realizadas anteriormente ainda apresentem candidatos que já deixaram a disputa.
Registros passaram por mudanças
O Tribunal Regional Eleitoral do Pará analisou 791 processos de registro de candidatura dentro do prazo estabelecido para as Eleições 2026.
O total reúne pedidos coletivos, candidaturas para vagas remanescentes e substituições. A Corte também analisou 11 impugnações e uma notícia de inelegibilidade. Considerando todos os cargos em disputa, 89,6% dos registros foram aprovados.
Na eleição para o governo, Hana Ghassan, Dr. Daniel Santos, Araceli Lemos e Gal Leite tiveram os pedidos deferidos.
Well Macêdo também obteve decisão favorável depois de assumir a vaga deixada por Cléber Rabelo.
Ruth Reis, por sua vez, aparecia na consulta utilizada para esta matéria com o registro indeferido e ainda sujeito a recurso. A situação poderá ser modificada por uma nova decisão da Justiça Eleitoral.
As atualizações podem ser consultadas no DivulgaCandContas, sistema oficial que apresenta informações sobre registros, declarações de bens, receitas e despesas de campanha.
Interior ganha importância nas agendas
A extensão territorial do Pará obriga as campanhas a dividirem esforços entre a Região Metropolitana de Belém e os municípios do interior.
Hana Ghassan e Dr. Daniel intensificaram compromissos no sul e no sudeste paraense. As duas regiões concentram municípios com forte atividade agropecuária e mineral, além de colégios eleitorais importantes, como Marabá e Parauapebas.
As agendas incluem caminhadas, carreatas, reuniões com lideranças, entrevistas, encontros com apoiadores e gravações de programas eleitorais.
Saúde, segurança pública, abastecimento de água, infraestrutura, emprego e desenvolvimento econômico estão entre os assuntos mais explorados pelos candidatos.
Candidatos menores buscam espaço
Enquanto Hana e Dr. Daniel concentram a maior parte das intenções de voto, as demais candidaturas tentam aproveitar debates, entrevistas e redes sociais para apresentar propostas e ampliar o conhecimento entre os eleitores.
A ausência dos dois primeiros colocados em debate realizado pela TV Norte/SBT aumentou o espaço destinado aos demais concorrentes. Na ocasião, Araceli Lemos defendeu, entre outras medidas, o cancelamento de concessões relacionadas ao abastecimento de água.
Gal Leite, Well Macêdo e Ruth Reis também buscam utilizar a exposição da reta final para questionar a concentração política nos dois principais grupos da disputa.
Campanhas entram na fase decisiva
Hana aposta na continuidade administrativa, na visibilidade proporcionada pelo governo e na estrutura da aliança formada em torno de sua candidatura.
Dr. Daniel trabalha para consolidar a imagem de principal alternativa ao atual grupo político. A campanha utiliza a experiência do candidato em Ananindeua e amplia as movimentações pelo interior.
Para os demais concorrentes, o desafio é transformar a participação em debates e atividades de rua em maior presença nas pesquisas.
Com resultados divergentes entre os institutos e decisões judiciais ainda passíveis de alteração, o cenário permanece aberto. As últimas agendas, os novos levantamentos e os julgamentos da Justiça Eleitoral poderão influenciar a escolha dos mais de 6,2 milhões de eleitores paraenses.


