A rede de saúde do Amazonas registrou 132 atendimentos por problemas respiratórios em quase três meses, segundo levantamento divulgado pelo g1 nesta quarta-feira (23). O dado amplia a preocupação com os episódios de fumaça que atingem o estado.
Os registros mostram quantas vezes a rede prestou atendimento no período. Eles não indicam, por si só, que 132 pessoas diferentes procuraram ajuda ou que a fumaça causou todos os problemas respiratórios contabilizados.
Efeitos da fumaça na saúde
A fumaça de incêndios contém partículas capazes de alcançar as vias respiratórias. De acordo com o Ministério da Saúde, a exposição pode provocar irritação e agravar condições como asma e bronquite. Crianças pequenas, idosos, gestantes e pessoas com doenças preexistentes precisam de atenção redobrada.
O risco cresce quando a fumaça permanece no ar e a exposição se prolonga. Por isso, os atendimentos registrados reforçam a necessidade de acompanhar a qualidade do ar e observar sintomas, especialmente entre os grupos mais vulneráveis.
Como diminuir a exposição
Nos períodos de piora do ar, o Ministério da Saúde orienta evitar exercícios ao ar livre, beber água regularmente e permanecer, sempre que possível, em ambientes protegidos. Para quem precisa sair, máscaras PFF2 ou N95 bem ajustadas podem reduzir a inalação de partículas.
Quem apresentar sintomas respiratórios ou perceber piora de uma doença já existente deve procurar atendimento. Enquanto a fumaça persistir, a proteção da saúde depende tanto do acompanhamento dos registros da rede quanto de medidas para reduzir a exposição da população.


