A irmã de Kimberly Karen Mota de Oliveira, ex-Miss Manicoré assassinada em Manaus, se emocionou ao comentar a progressão de regime de Rafael Fernandez Rodrigues, condenado pela morte da jovem. Segundo Isabela Karen, ele deverá cumprir o restante da pena em regime semiaberto e utilizar tornozeleira eletrônica.
Em um vídeo publicado nas redes sociais, Isabela relatou que recebeu a informação por meio do advogado da família. A notícia, segundo ela, trouxe novamente à tona o sofrimento vivido pelos familiares desde a morte de Kimberly.
“Acabei de descobrir que o assassino dela está no semiaberto, já vai começar a usar tornozeleira e começar a viver por aí”, afirmou Isabela, emocionada.
A irmã da vítima também criticou o sistema de Justiça brasileiro e relembrou que a pena de Rafael já havia sido reduzida anteriormente. Para Isabela, a decisão representa mais um momento de dor para a família.
“É desse jeito que são nossas leis no Brasil”, desabafou.
Pena já havia sido reduzida
Rafael Fernandez Rodrigues foi condenado pelo Tribunal do Júri, em outubro de 2021, a 14 anos de prisão em regime fechado pela morte de Kimberly. O julgamento ocorreu na 2ª Vara do Tribunal do Júri da Comarca de Manaus.
Em maio de 2023, o Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) acolheu parcialmente recurso apresentado pela defesa e reduziu a pena para 13 anos e 4 meses de reclusão, ainda em regime inicial fechado. Segundo as informações divulgadas à época, a defesa alegou erro no cálculo da dosimetria da pena.
A decisão foi relacionada ao processo nº 0659697-14.2020.8.04.0001, que tramitou originalmente na 2ª Vara do Tribunal do Júri de Manaus.
Morte de Kimberly
Kimberly Karen Mota de Oliveira tinha 22 anos quando foi encontrada morta, em maio de 2020, em um apartamento localizado na Avenida Joaquim Nabuco, no Centro de Manaus. Ela havia sido eleita Miss Manicoré e era finalista do concurso Miss Amazonas.
Rafael Fernandez Rodrigues foi julgado pelo Tribunal do Júri em outubro de 2021 e condenado pela morte da jovem. O TJAM informou, na ocasião, que a condenação foi de 14 anos de prisão em regime fechado.
Após o crime, Rafael deixou Manaus e foi preso em Pacaraima, em Roraima, em 15 de maio de 2020. O caso teve grande repercussão no Amazonas.
A nova mudança no regime prisional voltou a provocar manifestações da família de Kimberly, que afirma continuar enfrentando o impacto da perda da jovem mais de seis anos após o crime.


