A história política de Arthur Virgílio Neto passa pela Prefeitura de Manaus, pelas duas Casas do Congresso Nacional e pelo Executivo federal. Diplomata de carreira, ele acumulou três mandatos como deputado federal, um como senador e três como prefeito da capital amazonense, além de ter sido ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República no governo Fernando Henrique Cardoso.
Em 2026, Arthur concorre a deputado federal pelo MDB e busca voltar ao Parlamento. A experiência nos diferentes cargos públicos integra o discurso de sua candidatura, que apresenta a defesa da Zona Franca de Manaus e a ampliação da participação do Amazonas nas decisões nacionais entre suas prioridades.

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Formação e ligação familiar com a política
Nascido em Manaus em 15 de novembro de 1945, Arthur Virgílio do Carmo Ribeiro Neto é formado em Direito pela Universidade Federal do Rio de Janeiro e em Diplomacia pelo Instituto Rio Branco. A formação diplomática deu origem à sua carreira no Itamaraty, outra frente de sua atuação no serviço público.

A política também faz parte da história de sua família. Seu pai, Arthur Virgílio Filho, foi deputado estadual, deputado federal e senador pelo Amazonas. Durante a ditadura militar, teve o mandato no Senado e os direitos políticos cassados, em 1969.
Essa ligação entre gerações foi lembrada em uma agenda política realizada em setembro, em Manaus. Conforme reportagem do Portal Manaós, Arthur recebeu uma homenagem que reuniu simbolicamente, por meio de um vídeo produzido com inteligência artificial, imagens dele, do pai e do filho, o ex-deputado federal Arthur Virgílio Bisneto.
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Passagens pela Câmara e pelo governo federal
Arthur conquistou seu primeiro mandato de deputado federal nas eleições de 1982, pelo então PMDB, e exerceu o cargo entre 1983 e 1987. Voltou à Câmara dos Deputados nas legislaturas de 1995 a 1999 e de 1999 a 2003, pelo PSDB.

Durante o governo Fernando Henrique Cardoso, assumiu o comando da Secretaria-Geral da Presidência da República. A passagem pelo ministério acrescentou à sua trajetória a experiência no Executivo nacional, além da atuação parlamentar e municipal.
No Senado, representou o Amazonas de 2003 a 2011. Como líder do PSDB, atuou na oposição ao governo Luiz Inácio Lula da Silva e participou das discussões sobre reformas tributária e previdenciária. Questões relacionadas à Amazônia também estiveram presentes em seus pronunciamentos.
Doze anos à frente de Manaus
A relação de Arthur com o Executivo municipal começou com a gestão de 1989 a 1992. Ele retornou à Prefeitura de Manaus em 2013 e, após a reeleição, permaneceu no cargo até dezembro de 2020. Somados, os três mandatos correspondem a 12 anos no comando da capital.
Obras desse período voltaram a aparecer em suas agendas públicas durante a campanha de 2026. Em visita à Praça dos Cocos, na Ponta Negra, Arthur relembrou a implantação do espaço, entregue em março de 2020, e defendeu a manutenção permanente dos equipamentos públicos.
Segundo reportagem do Portal Manaós, a intervenção organizou um ponto tradicional de comercialização de água de coco, com a construção de 11 boxes destinados a 22 permissionários. A visita foi acompanhada de declarações do ex-prefeito sobre a necessidade de conservação das estruturas após a inauguração.
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Nova disputa pelo Legislativo
Na tentativa de retornar à Câmara, Arthur retoma pautas que fizeram parte de sua atuação parlamentar, como os incentivos da Zona Franca. Durante o mandato de senador, apresentou a PEC 17/2008, que propunha estender a vigência do modelo até 2033. A proposta avançou para a Câmara, mas não foi o texto responsável pela atual prorrogação até 2073, conforme detalhou o Portal Manaós.
Em manifestações recentes, o candidato também defendeu a redução da polarização e a construção de propostas de longo prazo. Entre os temas mencionados estão educação, saúde, geração de emprego, desenvolvimento tecnológico e preservação ambiental associada à melhoria das condições de vida na Amazônia.


