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Amazonas confirma 10 casos de sarampo em pouco mais de um mês; nove pacientes não estavam vacinados

Registros ocorreram em Tabatinga e Benjamin Constant, na fronteira com Peru e Colômbia. Outros 11 casos suspeitos seguem em investigação, segundo a FVS-RCP

O Amazonas confirmou dez casos de sarampo entre 1º de setembro e 6 de outubro de 2026, conforme o informe epidemiológico divulgado na quarta-feira (7) pela Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas – Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP). As ocorrências estão concentradas na região do Alto Solimões, na tríplice fronteira entre Brasil, Peru e Colômbia.

De acordo com o levantamento, o estado registrou 26 notificações suspeitas da doença durante o período. Desse total, dez tiveram confirmação, cinco foram descartadas e outras 11 permanecem em investigação. Até o momento, não houve mortes ou necessidade de internação entre os pacientes diagnosticados.

Tabatinga concentra maioria dos registros

Dos dez casos confirmados, sete foram registrados em Tabatinga e três em Benjamin Constant, municípios localizados na região de fronteira internacional.

Entretanto, os dados sobre o local de residência dos pacientes mostram que sete pessoas moram no Peru, duas em Tabatinga e uma em Benjamin Constant.

A localização dos registros reforça a atenção das autoridades sanitárias para a circulação do vírus em áreas fronteiriças, especialmente devido ao fluxo constante de pessoas entre os três países.

Nove pacientes não estavam vacinados

O levantamento também chama atenção para a situação vacinal dos pacientes. Entre as dez pessoas diagnosticadas, nove não haviam recebido a vacina contra o sarampo.

Os casos atingiram diferentes faixas etárias, desde bebês com menos de um ano até adultos de 29 anos.

Segundo os dados epidemiológicos, cinco pacientes têm entre 20 e 29 anos, dois têm entre 1 e 4 anos, um tem menos de um ano, um tem entre 5 e 9 anos e outro tem entre 10 e 19 anos.

Entre os infectados, sete são homens e três são mulheres.

Quais são os sintomas do sarampo?

O sarampo é uma doença infecciosa altamente contagiosa, causada por um vírus transmitido pelo ar, principalmente quando uma pessoa infectada respira, tosse ou espirra.

Os principais sintomas incluem:

  • Febre alta;

  • Manchas vermelhas na pele, geralmente iniciadas no rosto;

  • Tosse persistente;

  • Coriza;

  • Conjuntivite, com vermelhidão nos olhos.

A FVS-RCP recomenda atenção especial aos pacientes com febre e manchas avermelhadas que tenham viajado, nos últimos 30 dias, para regiões com circulação do vírus ou mantido contato com pessoas provenientes dessas localidades.

Quem apresentar sintomas deve procurar atendimento médico e informar possíveis viagens e contatos com pessoas infectadas.

Vacinação é principal forma de prevenção

Diante da confirmação dos casos, a Fundação de Vigilância em Saúde reforçou a importância da vacinação contra o sarampo, considerada a principal medida de proteção individual e coletiva.

A vacina tríplice viral, que também protege contra caxumba e rubéola, está disponível gratuitamente nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) de Manaus e dos demais municípios amazonenses.

A recomendação é que pais e responsáveis verifiquem a caderneta de vacinação das crianças e que adolescentes e adultos também confiram a necessidade de atualização das doses, conforme o calendário do Programa Nacional de Imunizações (PNI).

A cobertura vacinal é fundamental para reduzir a circulação do vírus e evitar complicações como pneumonia, encefalite e, em situações graves, morte.

Vigilância epidemiológica permanece ativa

A FVS-RCP mantém ações de monitoramento, investigação de casos suspeitos e orientação às equipes de saúde nos 62 municípios do Amazonas.

O trabalho inclui a identificação de pessoas com sintomas compatíveis com a doença, a avaliação do histórico de viagens e a investigação de possíveis contatos com pacientes infectados.

Em agosto, antes da identificação dos primeiros casos confirmados em setembro, a fundação já havia divulgado um alerta sobre a necessidade de intensificar a vigilância epidemiológica diante da circulação do sarampo em outras regiões.

O acompanhamento permanece importante especialmente nas áreas de fronteira, onde a circulação internacional de pessoas exige ações integradas de prevenção e controle da doença.

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