Uma chuva rápida registrada por volta das 1h30 desta terça-feira (13) trouxe alívio para Manaus após vários dias de fumaça provocada pelas queimadas no Amazonas. Apesar da melhora na qualidade do ar em diferentes regiões da capital, os níveis de poluição ainda variam entre os bairros.
Dados do Sistema Eletrônico de Vigilância Ambiental (SELVA), da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), apontavam, na manhã desta terça-feira, qualidade do ar moderada na maioria das estações de monitoramento. No entanto, alguns pontos continuavam apresentando concentrações elevadas de partículas finas PM2.5.
Na região do Aeroporto Internacional Eduardo Gomes, no Tarumã-Açu, uma estação registrou 23,1 microgramas por metro cúbico (µg/m³), índice considerado bom pela escala apresentada pelo sistema. Já no Parque Dez de Novembro, a concentração chegou a 31 µg/m³. Nas regiões do Zumbi dos Palmares e Armando Mendes, o registro foi de 35,6 µg/m³.
Outros pontos apresentaram índices entre 36,2 e 43,2 µg/m³, incluindo Chapada, Flores, Aparecida, Compensa, São Jorge, Dom Pedro, Petrópolis, Nossa Senhora das Graças, Morro da Liberdade e Vila Buriti. Na Praça 14 de Janeiro, a concentração alcançou 49,1 µg/m³, enquanto uma estação próxima ao Puraquequara registrou 50,8 µg/m³.
O maior índice citado foi registrado na região do Coroado e Aleixo, onde a concentração chegou a 88,8 µg/m³, nível classificado como muito ruim na escala do SELVA. Os dados indicam que, embora a chuva tenha contribuído para aliviar a fumaça, a poluição atmosférica ainda exige atenção em diferentes áreas de Manaus.



