A população brasileira está envelhecendo, com redução da participação de pessoas com menos de 30 anos e crescimento do grupo de idosos. Entre 2012 e 2025, o percentual de jovens caiu de 49,9% para 41,4% da população, enquanto a proporção de pessoas com 60 anos ou mais aumentou de 11,3% para 16,6%. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em abril de 2026.
Em números absolutos, a população com menos de 30 anos passou de 98,2 milhões, em 2012, para 88 milhões, em 2025. A diferença representa uma redução de 10,2 milhões de pessoas, equivalente a uma queda de 10,4% no período. O movimento evidencia uma mudança na composição etária do país, marcada pelo estreitamento da base da população e pelo aumento da participação dos grupos mais velhos.
Entre as faixas etárias mais jovens, a maior redução proporcional ocorreu entre crianças e adolescentes. O grupo de 0 a 13 anos passou de 22% para 18,1% da população residente. Já a participação das pessoas de 14 a 19 anos recuou de 10,5% para 8,3%.
Na direção oposta, a população com 30 anos ou mais ampliou sua participação, passando de 50,1%, em 2012, para 58,6% em 2025. O grupo de pessoas com 60 anos ou mais também cresceu de forma expressiva, passando de 22,2 milhões para cerca de 35,2 milhões de habitantes no intervalo analisado.
Diferenças regionais
O envelhecimento populacional ocorre de maneira desigual entre as regiões brasileiras. O Norte permanece como a região com a população mais jovem: em 2025, pessoas com menos de 24 anos representavam 41,5% dos habitantes da região.
Em contrapartida, o Sudeste e o Sul registraram as maiores proporções de pessoas com 60 anos ou mais, com 18,1% da população em ambas as regiões. No Norte, esse grupo correspondia a 11,3% dos moradores, o menor percentual entre as cinco regiões do país.
Mulheres são maioria entre os idosos
A distribuição por sexo também revela diferenças conforme a idade. Segundo a pesquisa, entre as pessoas com 65 anos ou mais, havia aproximadamente 75,9 homens para cada 100 mulheres, indicando uma predominância feminina nessa faixa etária.
Os resultados mostram uma transformação gradual no perfil demográfico brasileiro. A redução da participação dos jovens e a expansão da população idosa trazem desafios para o planejamento de políticas públicas, especialmente nas áreas de saúde, previdência, assistência social e organização do mercado de trabalho.
*Com informações da CNN
Leia mais: Mutirão realizou 500 consultas oftalmológicas para idosos em Manaus


