Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou Flávio Bolsonaro (PL) durante o último debate presidencial ao comentar o discurso do adversário sobre a carga tributária. O presidente afirmou que setores da elite concentram suas críticas nos impostos e, segundo ele, se incomodam com políticas que ampliam as oportunidades para a população de baixa renda.
Lula citou o ingresso de estudantes pobres em universidades e institutos federais, além da valorização do salário mínimo. Como exemplo de mobilidade social, mencionou a possibilidade de uma filha de pedreiro se tornar engenheira. Para o presidente, essas mudanças representam avanços que contrariam os interesses de parte da elite.
Ao abordar o combate à fome, Lula afirmou que havia conseguido acabar com o problema no país em 2012, mas que, ao retornar à Presidência, em 2023, encontrou 33 milhões de pessoas nessa situação. O número foi citado pelo presidente durante o confronto com o adversário.
Na sequência, Lula questionou a preocupação de Flávio com a insegurança alimentar e associou a declaração às diferenças entre a realidade de famílias de baixa renda e a de pessoas que vivem em condições mais privilegiadas.
“Não, porque onde ele mora as pessoas não passam fome, no condomínio dele as pessoas não passam fome, a família dele não passa fome, e ele não sabe o que é fome”, declarou o presidente.
A fala ocorreu durante a discussão sobre impostos, desigualdade social e políticas públicas destinadas à população mais vulnerável.


