A ginasta brasileira Rebeca Andrade conquistou a medalha de ouro na final do salto e se tornou tricampeã mundial da modalidade neste sábado (24), durante o Campeonato Mundial de Ginástica Artística, realizado em Roterdã, nos Países Baixos. Aos 27 anos, a atleta garantiu o título com 14,466 pontos, superando duas representantes dos Estados Unidos.
A norte-americana Claire Pease ficou com a medalha de prata, ao registrar 14,233 pontos, enquanto sua compatriota Skye Blakely completou o pódio, com 14,166. A conquista representa a primeira medalha do Brasil nesta edição do Mundial.
Rebeca chegou à decisão após liderar a fase classificatória, na qual obteve 14,533 pontos. Na final, foi a sexta das oito ginastas a se apresentar e assumiu a liderança após realizar dois saltos.
Na primeira tentativa, a brasileira executou um Yurchenko com dupla pirueta e recebeu 14,400 pontos. No segundo salto, apresentou um Lopez, avaliado em 14,133 pontos. A nota final de 14,466 incluiu uma bonificação de 0,2 ponto, prevista no regulamento internacional para a combinação de determinados saltos.
Tricampeonato histórico
Com o resultado, Rebeca conquistou seu terceiro título mundial no salto, repetindo os feitos de 2021, em Kitakyushu, no Japão, e de 2023, na Antuérpia, na Bélgica.
Ela se tornou a primeira brasileira a vencer três vezes uma mesma prova em Campeonatos Mundiais de Ginástica Artística. Na história da modalidade, apenas a chinesa Cheng Fei havia conseguido três títulos mundiais no salto, conquistados consecutivamente entre 2005 e 2007.
A medalha também ampliou o currículo da brasileira, que agora soma dez conquistas em Mundiais: quatro ouros, quatro pratas e dois bronzes. Além dos três títulos no salto, Rebeca foi campeã mundial do individual geral em 2022.
O feito foi acompanhado das arquibancadas pela norte-americana Simone Biles, que esteve presente na competição como convidada de honra.
Retorno às competições
O título marca mais um resultado importante no retorno de Rebeca às grandes competições internacionais. Após os Jogos Olímpicos de Paris, em 2024, quando conquistou quatro medalhas, a ginasta passou por um período de afastamento para recuperação física e mental, ficando fora do Mundial de 2025.
Mesmo sem apresentar seus saltos de maior dificuldade, a brasileira conseguiu superar as adversárias com a execução dos movimentos.
Aos 27 anos, Rebeca também é a maior medalhista olímpica da história do Brasil, com seis medalhas conquistadas em Jogos Olímpicos, sendo duas de ouro, três de prata e uma de bronze.
Com o tricampeonato em Roterdã, a ginasta acumula 16 medalhas considerando apenas participações em Jogos Olímpicos e Campeonatos Mundiais.
O Brasil ainda terá outra oportunidade de medalha na competição. Neste domingo (25), Flávia Saraiva disputará a final da trave, após conquistar a terceira melhor pontuação na fase classificatória.


