A bancada do Amazonas na Câmara dos Deputados acompanhou a maioria do plenário e apoiou a PEC que reduz a jornada de trabalho no Brasil e altera o atual modelo da escala 6×1. A proposta foi aprovada em dois turnos nesta quarta-feira (27) e agora será analisada pelo Senado Federal.
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A votação colocou deputados amazonenses entre os parlamentares que respaldaram uma das principais pautas trabalhistas em debate no Congresso Nacional. O texto prevê a redução gradual da carga horária semanal de 44 para 40 horas e amplia o período de descanso dos trabalhadores.
Nenhum deputado do Amazonas votou contra a proposta durante a tramitação em plenário.
Apoio predominou entre deputados do Amazonas
Os deputados Adail Filho (Republicanos-AM), Capitão Alberto Neto (PL-AM), Amom Mandel (Cidadania-AM), Fausto Jr. (União-AM), Pauderney Avelino (União-AM), Saullo Vianna (MDB-AM) e Silas Câmara (Republicanos-AM) votaram favoravelmente ao texto.
Nos bastidores da comissão especial criada para discutir a proposta antes da votação em plenário, Saullo Vianna e Sidney Leite (PSD-AM) defenderam o avanço da PEC. O posicionamento reforçou o alinhamento de parte da bancada amazonense às mudanças nas regras da jornada de trabalho.
O resultado da votação também evidenciou um cenário raro: a ausência de votos contrários entre os representantes do Amazonas na Câmara.
Ausências ocorreram no segundo turno
Apesar do apoio majoritário, dois parlamentares do estado não participaram da votação final da proposta. Átila Lins (PSD-AM) e Sidney Leite ficaram ausentes no segundo turno, etapa que confirmou a aprovação definitiva da PEC na Câmara.
As ausências aconteceram justamente no momento decisivo da análise da matéria. Ainda assim, o texto alcançou ampla maioria entre os deputados federais.
Proposta altera modelo atual de trabalho
A PEC aprovada estabelece uma mudança gradual na carga horária semanal dos trabalhadores brasileiros. Pela proposta, a jornada será reduzida para 40 horas semanais em um período de até 14 meses após a promulgação da emenda constitucional.
Além disso, o texto amplia o descanso semanal remunerado e garante duas folgas por semana, preferencialmente aos domingos.
Na prática, a proposta enfraquece o modelo conhecido como escala 6×1, amplamente utilizado nos setores de comércio e serviços. O sistema prevê seis dias consecutivos de trabalho para apenas um dia de descanso.
Debate divide trabalhadores e empresários
A discussão sobre a redução da jornada de trabalho mobilizou sindicatos, movimentos sociais e entidades ligadas aos trabalhadores nos últimos meses. Defensores da PEC afirmam que a medida melhora a qualidade de vida, reduz o desgaste físico e amplia o equilíbrio entre trabalho e vida pessoal.
Por outro lado, representantes do setor empresarial demonstram preocupação com possíveis impactos financeiros. Empresários apontam aumento de custos operacionais, necessidade de novas contratações e adaptação das escalas internas como principais desafios.
Mesmo com resistência de parte do mercado, a proposta avançou no Congresso e ganhou apoio expressivo na Câmara dos Deputados.
Senado deve ampliar discussão nacional
Após a aprovação em dois turnos na Câmara, a PEC segue agora para o Senado Federal, onde passará por novas discussões e votações.
Senadores devem aprofundar o debate sobre os impactos econômicos e sociais da medida, especialmente nos setores que dependem de jornadas contínuas.
A expectativa é que a proposta continue no centro das discussões políticas e trabalhistas nas próximas semanas, diante da pressão de sindicatos, empresários e movimentos sociais em todo o país.
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