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Ao lado de órgãos estaduais, Flávio Antony participa de discussão sobre proteção de territórios tradicionais

Modelo de uso coletivo de terras ganha reforço em debate promovido pelo Governo do Estado

Nesta quinta-feira (11), o Amazonas avançou nas discussões sobre a regularização fundiária de povos e comunidades tradicionais durante reunião na sede do Executivo estadual. O encontro reuniu representantes da Secretaria de Estado das Cidades e Territórios (Sect), da Procuradoria-Geral do Estado (PGE-AM), da Casa Civil e de entidades comunitárias para debater estratégias voltadas à garantia de segurança jurídica para populações que vivem em áreas de uso coletivo.

Entre os participantes esteve o secretário-chefe da Casa Civil, Flávio Cordeiro Antony Filho, que acompanhou as discussões sobre os instrumentos legais e administrativos que poderão ampliar a proteção territorial de comunidades tradicionais em diversas regiões do Amazonas.

Durante a reunião, a secretária da Sect, Renata Queiroz, apresentou o modelo dos Territórios de Uso Comum (TUCs), adotado pelo Governo do Estado como alternativa para reconhecer e regularizar áreas utilizadas coletivamente por comunidades que desenvolvem atividades econômicas, culturais, sociais e ambientais em um mesmo território.

A proposta prevê a formalização da regularização por meio da Concessão de Direito Real de Uso Coletiva (CDRU Coletiva), instrumento que garante às comunidades o direito de utilização da área sem a transferência da propriedade da terra. A concessão é destinada a associações representativas das comunidades, fortalecendo a gestão coletiva dos recursos naturais e assegurando maior estabilidade jurídica aos moradores.

Ao participar do debate, o secretário Flávio Antony destacou a importância da articulação entre os órgãos estaduais para a construção de soluções que atendam às especificidades dos povos e comunidades tradicionais do Amazonas. A iniciativa busca consolidar políticas públicas voltadas à proteção dos territórios e à valorização dos modos de vida tradicionais.

Outro anúncio feito durante o encontro foi a criação de um setor específico para tratar das demandas relacionadas aos Territórios de Uso Comum. A nova estrutura deverá atuar no acompanhamento dos processos de regularização fundiária coletiva e na interlocução com as comunidades beneficiadas.

Segundo os participantes, o modelo apresenta benefícios como a prevenção de conflitos fundiários, a proteção contra práticas de grilagem, o reconhecimento da ocupação tradicional e a preservação dos recursos naturais utilizados pelas comunidades. Além disso, a concessão coletiva possui prazo indeterminado, oferecendo maior segurança para as futuras gerações.

A expectativa é que a medida beneficie diferentes segmentos sociais, entre eles ribeirinhos, extrativistas, pescadores artesanais, povos indígenas localizados em áreas estaduais e outras comunidades tradicionais que dependem do uso compartilhado dos recursos naturais para sua subsistência.

Também participaram da reunião o chefe de gabinete da Secretaria Nacional de Povos e Comunidades Tradicionais e Desenvolvimento Rural Sustentável do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Daniel Viegas; representantes de associações comunitárias; o assessor jurídico da Sect, Ricardo Tavares; e o chefe de Gestão Agrária e Fundiária da secretaria, Igor Nonato Almeida Pereira.

O encontro reforça a estratégia do Governo do Amazonas de ampliar os mecanismos de regularização fundiária e fortalecer a proteção dos territórios ocupados historicamente por comunidades tradicionais em todo o estado.

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