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UEA e Exército firmam parceria para fortalecer defesa cibernética na Amazônia

Termo de cooperação transforma Manaus em hub regional do maior exercício de defesa cibernética do Hemisfério Sul e amplia integração entre academia, governo e setor produtivo

A Universidade do Estado do Amazonas (UEA) e o Exército Brasileiro deram um passo estratégico para o fortalecimento da segurança digital na região Norte. Nesta quinta-feira (18), as instituições assinaram um Termo de Cooperação Técnica voltado ao desenvolvimento de ações conjuntas na área de defesa cibernética.

O acordo oficializa a Escola Superior de Tecnologia (EST/UEA), em Manaus, como hub regional do Exercício Guardião Cibernético 8.0 (EGC 8.0), considerado o maior treinamento de defesa cibernética do Hemisfério Sul.

A iniciativa amplia a participação do Amazonas em discussões nacionais sobre proteção digital e coloca Manaus no centro das estratégias voltadas à segurança de infraestruturas críticas do país.

Manaus entra na rede nacional de defesa cibernética

Coordenado pelo Comando de Defesa Cibernética do Exército Brasileiro (ComDCiber), o Exercício Guardião Cibernético 8.0 ocorrerá entre os dias 21 e 25 de setembro, simultaneamente em Brasília e em outros seis estados brasileiros.

Pela primeira vez, Manaus fará parte da rede nacional de hubs regionais do treinamento. As atividades serão realizadas na Escola Superior de Tecnologia da UEA, reunindo representantes do governo, setor produtivo, instituições de ensino e centros de pesquisa.

O exercício promove simulações de ataques digitais e cenários de crise envolvendo infraestruturas críticas, como energia, telecomunicações, transportes, finanças, abastecimento de água e serviços governamentais.

Parceria fortalece formação de especialistas

Durante a assinatura do termo, o reitor da UEA, professor André Zogahib, destacou que a escolha da universidade reconhece o trabalho desenvolvido pela instituição nas áreas de ciência, tecnologia e inovação.

Segundo ele, a universidade já possui projetos consolidados em cibersegurança e conta com pesquisadores, professores e estudantes que atuam há anos no desenvolvimento de soluções voltadas à proteção digital.

“O trabalho desenvolvido pela UEA nessa área reforça nosso compromisso em produzir conhecimento e contribuir com a proteção do Amazonas, da Amazônia e do Brasil em temas estratégicos para a sociedade”, afirmou.

A expectativa é que a cooperação amplie a formação de profissionais especializados e estimule novas pesquisas em segurança da informação e defesa cibernética.

Infraestruturas críticas estão entre as prioridades

O comandante do ComDCiber, general de divisão Jacy Barbosa Júnior, ressaltou que a proteção de setores estratégicos tornou-se um dos principais desafios da atualidade.

De acordo com ele, falhas em sistemas ligados à energia, água, transportes ou telecomunicações podem gerar impactos diretos na segurança da população e até mesmo na soberania nacional.

Para o general, a participação de Manaus é fundamental devido à importância econômica e industrial da capital amazonense, considerada o principal polo produtivo da região Norte.

“A integração entre instituições de ensino, governo e setor produtivo é essencial para fortalecer a capacidade nacional de resposta a incidentes cibernéticos”, destacou.

Cultura de cibersegurança já faz parte da UEA

O diretor da Escola Superior de Tecnologia, professor Jucimar Silva Júnior, afirmou que a instituição já desenvolve iniciativas voltadas à segurança digital.

Entre elas está o Projeto Demerzel, realizado em parceria com a Motorola, que busca desenvolver soluções de cibersegurança baseadas em Inteligência Artificial para dispositivos móveis.

Segundo ele, a chegada do Exercício Guardião Cibernético à capital amazonense também servirá para ampliar a conscientização das empresas da região sobre os riscos de ataques digitais.

“Muitas organizações ainda acreditam que esse tipo de ameaça acontece apenas em outros países, mas a realidade mostra que qualquer instituição pode ser alvo de ataques cibernéticos”, observou.

Exercício reúne participantes de diversos países

Considerado o principal treinamento de defesa cibernética do Hemisfério Sul, o Exercício Guardião Cibernético reúne instituições públicas, empresas privadas e organizações acadêmicas em um ambiente de simulação de incidentes digitais.

Na edição realizada em 2025, o treinamento contou com a participação de mais de 160 organizações e aproximadamente 750 profissionais de 20 países.

Com a inclusão de Manaus na rede nacional do EGC 8.0, o Amazonas passa a integrar oficialmente uma das maiores iniciativas de cooperação em segurança cibernética da América Latina, fortalecendo o desenvolvimento tecnológico da região e ampliando sua participação em temas estratégicos para o país.

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