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Ex-candidata a vereadora, Zilu Camargo é cobrada pela Justiça Eleitoral a devolver R$ 734 mil ao Tesouro Nacional

Filiada ao União Brasil, ela ficou como suplente e teve suas contas de campanha rejeitadas pelo MPE

A empresária Zilu Camargo está sendo cobrada a devolver R$ 734 mil ao Tesouro Nacional após a Justiça Eleitoral identificar supostas irregularidades na prestação de contas de sua campanha para vereadora de São Paulo nas eleições municipais de 2024.

Filiada ao União Brasil na disputa, Zilu recebeu 4.579 votos e terminou o pleito como suplente. A decisão ainda não é definitiva e pode ser contestada por meio de recurso.

De acordo com relatório da Justiça Eleitoral, uma das principais irregularidades apontadas foi a entrega fora do prazo do relatório financeiro referente a uma doação de R$ 550 mil recebida durante a campanha.

Leia mais: Pendências com a Justiça Eleitoral podem tirar pré-candidatos da disputa em 2026

Além disso, os técnicos responsáveis pela análise das contas afirmaram que a candidata não apresentou o contrato firmado com uma empresa de marketing político, contratada por R$ 316 mil com recursos do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC).

Outro apontamento diz respeito ao pagamento de R$ 100 mil a uma prestadora de serviços. Segundo a análise da Justiça Eleitoral, a despesa não foi devidamente comprovada por meio da documentação exigida.

Recursos públicos estão no centro da análise

As despesas questionadas foram custeadas com verbas do Fundo Especial de Financiamento de Campanha, conhecido como fundo eleitoral. Por esse motivo, caso a decisão seja mantida, os valores considerados irregulares deverão ser devolvidos ao Tesouro Nacional.

O Ministério Público Eleitoral (MPE) manifestou-se pela rejeição das contas da candidata. No parecer, o órgão afirma que, mesmo após ser intimada, Zilu não corrigiu falhas consideradas estruturais na prestação de contas.

Entre os problemas apontados pelo MPE estão o atraso na entrega dos relatórios financeiros, a omissão de receitas, gastos considerados irregulares com recursos públicos e a ausência de documentos indispensáveis para comprovar despesas realizadas durante a campanha.

Defesa contesta irregularidades

Nos autos do processo, a defesa de Zilu Camargo sustenta que as inconsistências identificadas possuem caráter meramente formal e não comprometem a confiabilidade da prestação de contas.

Em relação ao atraso na declaração da doação de campanha — citada pela defesa como no valor de R$ 500 mil —, o advogado afirma que houve apenas um erro formal, incapaz de justificar a desaprovação das contas.

Sobre o contrato da empresa de marketing, a defesa argumenta que a ausência de assinatura também configura uma falha formal e informa que documentos complementares foram apresentados antes da sentença.

A reportagem da Folha tentou contato com a defesa de Zilu Camargo para comentar a decisão, mas não obteve resposta até a publicação desta matéria.

Fonte: Revista Fórum

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