Manaus registrou 4.748 casos de malária entre janeiro e agosto de 2026. Diante das altas temperaturas e da maior procura por balneários, a Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) reforçou, nesta segunda-feira (14), o alerta para prevenção da doença em áreas próximas a rios, igarapés e matas. Os dados constam em comunicado oficial da prefeitura.
De maio a agosto, o município contabilizou 2.174 casos. Nesse período, os prováveis locais de infecção se concentraram principalmente na zona Leste, em comunidades dos ramais da BR-174 e no bairro Tarumã, na zona Oeste, segundo a Semsa.
Como ocorre a transmissão
A malária é causada por parasitos do gênero Plasmodium, transmitidos pela picada de fêmeas infectadas do mosquito Anopheles, conhecido como mosquito-prego.
A doença não é transmitida pela água. O risco nesses ambientes está relacionado à presença do mosquito, que encontra condições para reprodução em coleções de água com pouco movimento e sombra. Também não há transmissão pelo contato direto entre pessoas. As informações são do Ministério da Saúde.
Cuidados em áreas de risco
No alerta, a Semsa recomenda evitar exposição desnecessária ao amanhecer e ao entardecer em balneários e áreas de mata próximas a rios e lagos. Moradores de comunidades na transição entre as zonas urbana e rural também devem reforçar os cuidados.
Embora a atividade do mosquito seja mais intensa nesses horários, as picadas podem ocorrer durante toda a noite. Para reduzir a exposição, o Ministério da Saúde orienta usar repelentes, roupas que cubram braços e pernas, telas nas janelas e portas, além de mosquiteiros durante o descanso. Confira as medidas de prevenção.
Sintomas e atendimento
Febre, calafrios, suor intenso, dor de cabeça, dores musculares e cansaço estão entre os sintomas. Diante da suspeita, a orientação é procurar uma unidade de saúde ou um laboratório de malária para avaliação e exame. A Semsa disponibiliza endereços e horários dos serviços de referência em Manaus.
Segundo o comunicado municipal, a rede conta com 58 pontos para diagnóstico: 41 na área urbana e 17 na zona rural.
A malária tem cura e tratamento gratuito. Entretanto, o atraso no diagnóstico e no início do tratamento pode favorecer a evolução para formas graves, conforme o Ministério da Saúde. Por isso, reconhecer os sintomas e buscar atendimento rapidamente são medidas essenciais. Saiba mais sobre a doença.


