O senador Alessandro Vieira (MDB-SE) pretende ingressar com mandado de segurança no Supremo Tribunal Federal (STF) para investigar possíveis relações pessoais, financeiras e profissionais dos ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli com Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master. O parlamentar afirma que o requerimento está parado na Presidência do Senado há cerca de seis meses.
O pedido da CPI foi apresentado em 9 de março de 2026 e, segundo Vieira, já reúne 41 assinaturas, acima das 27 necessárias para a criação de uma comissão. A proposta prevê 120 dias de investigação e limite de R$ 50 mil para despesas. O senador pretende pedir uma decisão liminar para que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, leia, numere e publique o requerimento em até 48 horas ou na primeira sessão após ser comunicado.
“Se confundem eles mesmos com o próprio prédio do Supremo, eles se acham o Supremo. E aí antecipo para vocês e deixo aberto para acolher apoio de vocês, ainda hoje eu devo impetrar o Mandado de Segurança, novamente, pedindo que o Supremo determine ao presidente Davi Alcolumbre a instalação de uma comissão parlamentar inquérito, específica para apurar a relação dos ministros com o Daniel Vorcaro”, delcarou o parlamentar.
Entre os pontos que a CPI pretende investigar está o contrato de R$ 131 milhões entre o Banco Master e o escritório da advogada Viviane Barci de Moraes, mulher de Alexandre de Moraes. O requerimento também cita contatos entre o ministro e o presidente do Banco Central durante as tratativas envolvendo a venda do Master ao Banco de Brasília (BRB).
Ver esse post no Instagram
Em relação a Toffoli, o pedido menciona uma relação patrimonial envolvendo o Resort Tayayá, no Paraná, e um fundo ligado a Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro. Também são citados encontros entre o ministro e o empresário, além de mensagens encontradas no celular de Vorcaro. Uma delas foi enviada a Moraes em 17 de novembro de 2025, na véspera da liquidação do Banco Master e da prisão do empresário. As respostas do ministro não foram recuperadas pela perícia.
Vieira afirma que a eventual CPI não teria como objetivo revisar decisões judiciais dos ministros, mas investigar possíveis vínculos e condutas fora da atividade jurisdicional. “Nenhuma CPI pode rever o mérito, o conteúdo ou a fundamentação jurídica de decisões judiciais”, afirma o senador no requerimento. A comissão, segundo ele, serviria para apurar exclusivamente as relações extrajudiciais relacionadas ao caso.
(*)Com informações do Metrópoles


