O condomínio de um edifício localizado na Avenida Maracanã, no bairro da Tijuca, Zona Norte do Rio de Janeiro, avalia recorrer à Justiça para impedir que o lutador de jiu-jítsu Lucas Portela Fontana Gomes continue morando no local. O homem foi preso na manhã de sexta-feira (6), após agredir vizinhas e invadir apartamentos durante uma série de ataques registrados na madrugada de quinta-feira (5).
A informação foi confirmada pelo advogado que representa o condomínio, André Luiz Junqueira. Segundo ele, Lucas residia no prédio como inquilino havia aproximadamente quatro anos e não possuía histórico de conflitos ou ocorrências envolvendo outros moradores.
Diante da repercussão do caso e da preocupação dos residentes, a administração estuda ingressar com uma ação cível para solicitar a retirada do lutador do edifício. De acordo com o advogado, a medida normalmente depende de aprovação em assembleia, mas o receio dos moradores de se exporem pode levar o condomínio a buscar diretamente uma decisão judicial.
A iniciativa, no entanto, poderá não ser necessária caso o proprietário do apartamento consiga tomar providências para recuperar o imóvel antes do ajuizamento da ação.
Ataques aconteceram durante a madrugada
De acordo com informações da Polícia Civil, os episódios começaram dentro do próprio apartamento de Lucas, onde houve uma discussão acompanhada de gritos e agressões. Na sequência, ele teria passado a invadir outras unidades do prédio e ameaçar moradores de morte.
Durante os ataques, uma das vizinhas conseguiu deixar o apartamento com a família e fugir pelas escadas. Em outro imóvel, o homem agrediu uma mulher de 65 anos, que precisou receber atendimento médico em uma unidade hospitalar.
Uma terceira moradora também foi atacada após sair do apartamento para verificar os gritos e tentar ajudar. O episódio aconteceu dentro do elevador e foi registrado pelas câmeras de segurança do edifício.
As imagens mostram o lutador desferindo aproximadamente 30 golpes contra a vítima em cerca de três minutos. Entre as agressões estão socos, cotoveladas, tapas e movimentos de estrangulamento.
Suspeito foi preso após análise de imagens
Lucas chegou a ser detido no dia das agressões e encaminhado à Central de Flagrantes. Entretanto, foi liberado após os procedimentos iniciais, diante da avaliação de que a ocorrência apresentava baixo potencial ofensivo.
Posteriormente, policiais ouviram vítimas e testemunhas e tiveram acesso às gravações das câmeras de segurança, disponibilizadas na noite de quinta-feira. Com a reunião de novos elementos, a Polícia Civil solicitou à Justiça a prisão temporária do suspeito.
A ordem judicial foi autorizada e cumprida na manhã de sexta-feira (6). O lutador foi preso sob suspeita de tentativa de feminicídio, lesão corporal, violação de domicílio, resistência e ameaça.


