sábado, março 7, 2026
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Julgamento ou perseguição? Direita do AM dispara contra STF em defesa de Bolsonaro

Aliados do ex-presidente no estado acusam a Corte de agir com parcialidade e motivação política no caso envolvendo Bolsonaro

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Foto: Arquivo / MN

O início do julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal (STF), nesta terça-feira, 2, mobilizou parlamentares e lideranças políticas da direita no Amazonas. O processo, que analisa a suposta tentativa de golpe de 8 de janeiro de 2022, foi duramente criticado por representantes do PL e aliados do ex-presidente no estado, que acusam a Corte de agir com parcialidade e motivação política.

A pré-candidata ao governo do Amazonas, Maria do Carmo Seffair (PL), foi uma das vozes mais contundentes contra a condução do julgamento.

Leia mais: “Não podemos aceitar essa injustiça”, afirma Maria do Carmo sobre julgamento de Bolsonaro

“Se você acha isso normal, lamento dizer que precisa se informar. Está muito errado”, afirmou, ao criticar a postura do ministro Alexandre de Moraes.

Em vídeo publicado em suas redes sociais, Maria do Carmo também classificou o julgamento como “um capítulo triste da nossa história política”. Segundo ela, o processo “já nasce marcado pela parcialidade, pela perseguição e pela tentativa de calar milhões de brasileiros que acreditam e confiam em Bolsonaro”.

Críticas locais ganham força

Outros políticos amazonenses também se manifestaram. O vereador Coronel Rosses (PL) declarou que “no banco dos réus não está só Bolsonaro, mas todos nós que defendemos um Brasil livre”. Já o vereador Carpê Andrade (PL) ironizou a condução da Corte: “Você acha que o julgamento de Bolsonaro será imparcial? Triste ver um país onde o princípio da presunção de inocência foi jogado na lata do lixo!”.

O ex-prefeito de Manaus, Arthur Virgílio Neto (Republicanos), usou as redes sociais para reformar o discurso de que não houve tentativa de golpe. “Não houve mobilização das Forças Armadas; ninguém viu tanques ou distribuição de armamentos. Tudo se resumiu a badernas isoladas e infanto-juvenis”, disse.

“Farsa” e “perseguição”

No Congresso, o deputado federal Alberto Neto (PL) classificou o julgamento como “uma farsa disfarçada de justiça” e disse que o processo é “um ataque ideológico contra milhões de brasileiros”.

Já o deputado estadual Delegado Péricles (PL) questionou a versão oficial do episódio de 8 de janeiro. “Onde está o golpe? Sem armas, sem vítimas, sem liderança presente… A verdade é que eles têm medo de Bolsonaro”, afirmou.

O caso

O julgamento de Bolsonaro no STF analisa sua suposta responsabilidade na articulação e incentivo aos atos de 8 de janeiro de 2022, quando manifestantes invadiram e depredaram as sedes dos Três Poderes, em Brasília.

A primeira parte do julgamento iniciou na manhã de hoje e retornou na tarde desta terça-feira, 2. A Corte deve avaliar se o ex-presidente cometeu crimes contra o Estado Democrático de Direito.

Fonte: O Convergente

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