sábado, março 7, 2026
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Grupo chinês amplia presença no Brasil com compra de minas de ouro

Com ouro em alta histórica, Equinox vende minas brasileiras por US$ 1,015 bilhão

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Foto: Divulgação

A mineradora canadense Equinox Gold comunicou a alienação de seus ativos de ouro no Brasil para o grupo chinês CMOC, em uma transação avaliada em US$ 1,015 bilhão. O pacote inclui a mina de Aurizona, no Maranhão, Riacho dos Machados, em Minas Gerais, além de unidades localizadas no chamado Complexo Bahia, com a transferência integral das operações.

Pelos termos do acordo, a Equinox receberá US$ 900 milhões à vista no fechamento do negócio, que ainda depende do aval dos órgãos reguladores brasileiros. Um valor adicional de US$ 115 milhões será pago após 12 meses, condicionado a ajustes e metas de desempenho produtivo. A conclusão da operação é esperada para o primeiro trimestre de 2026.

A negociação ocorre em um cenário de forte valorização do ouro no mercado internacional, impulsionada pelo aumento das incertezas geopolíticas e econômicas, que têm levado investidores a buscar proteção no metal precioso.

Nos últimos anos, a procura pelo ouro se intensificou, especialmente devido às compras realizadas por bancos centrais, com destaque para a China. Desde 2023, o preço do metal acumula alta superior a 60%, e, em 2025, a onça-troy ultrapassou pela primeira vez o patamar de US$ 4 mil.

Com a escalada dos preços, executivos do mercado financeiro e escritórios de advocacia relatam um aumento expressivo no interesse de investidores estrangeiros por ativos de mineração, tanto no Brasil quanto em outros países. Recentemente, por exemplo, uma mina localizada na Argentina foi colocada à venda.

A Equinox informou que os recursos obtidos com a operação serão direcionados principalmente para a redução do endividamento, incluindo a quitação de um empréstimo de US$ 500 milhões e outra obrigação financeira de US$ 300 milhões. Após a venda dos ativos brasileiros, a companhia passará a concentrar suas atividades no Canadá, Califórnia e Nicarágua.

Na transação, a Equinox contou com a assessoria do BMO Capital Markets, além dos escritórios Blake, Cassels & Graydon e Veirano Advogados. Já a CMOC foi assessorada pela Canaccord Genuity Corp e pelos escritórios McCarthy Tétrault e Mattos Filho.

*Com informações da CNN

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