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Yara Lins exalta resistência feminina e diz que missão é “dar voz às mulheres”

A conselheira-presidente do TCE-AM Yara Lins fez um discurso marcado por referências históricas e pela defesa do fortalecimento da atuação feminina na sociedade

Durante evento realizado nesta quinta-feira, 16, no Tribunal de Contas do Amazonas (TCE-AM), a conselheira-presidente Yara Lins fez um discurso marcado por referências históricas e pela defesa do fortalecimento da atuação feminina na sociedade.

Ao abordar o significado da solenidade, Yara classificou o momento como carregado de simbolismo e destacou o compromisso das mulheres com causas coletivas. “Este evento possui um inegável valor simbólico. Ele reflete empenho, dedicação e valor por uma causa”, afirmou durante a entrega da Medalha de Honra ao Mérito à Mulher e a celebração dos dois anos da Ouvidoria da Mulher.

A presidente também resgatou um episódio histórico ligado à origem do nome do estado do Amazonas. Segundo ela, relatos do frei Gaspar de Carvajal sobre a expedição de Francisco Orellana mencionam o encontro com uma tribo de mulheres indígenas guerreiras, que passaram a ser associadas, devido ao mito Europeu, de “As Amazonas”.

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“Foi aqui no Amazonas, nesta imensidão verde, que a expedição de Francisco Orellana, segundo relatos do frei Gaspar de Carvajal, avistou e enfrentou uma tribo indígena de mulheres guerreiras, que por associação do mito Europeu, foram chamadas de Amazonas”, destacou.

Yara Lins utilizou ainda uma referência literária para reforçar a imagem de resistência feminina. Ao citar a escritora Regina Melo, afirmou que essas mulheres “amavam como mulheres, defendiam-se como guerreiras e multiplicavam-se como mães”, associando essa herança à realidade atual.

Apesar dos avanços conquistados, a conselheira ressaltou que os desafios enfrentados pelas mulheres ainda persistem. “Essa herança vive em cada uma de nós, porque, apesar dos avanços conquistados, ainda é um desafio ser mulher em nosso país”, disse, mencionando desigualdades, discriminação e situações de constrangimento vividas no cotidiano.

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No discurso, a presidente também enfatizou a importância da coragem e da ocupação de espaços de fala como instrumentos de transformação social. Segundo ela, é fundamental que mulheres utilizem essas posições para promover o bem coletivo e apoiar outras mulheres.

“Devemos manter a coragem de enfrentar aqueles que tentam nos intimidar ou diminuir. Devemos acreditar que a oportunidade, o lugar de fala que conquistamos são instrumentos destinados à defesa daqueles que precisam de auxílio”, declarou.

Ao encerrar, Yara Lins sintetizou a mensagem central de sua fala ao destacar o papel das instituições no acolhimento e na garantia de direitos. “Quando uma mulher é oprimida, a primeira coisa que tentam silenciar é a sua voz. Nossa missão, portanto, é devolvê-la”, afirmou.

A solenidade reuniu autoridades, homenageadas e representantes da sociedade civil, consolidando o evento como espaço de reconhecimento e fortalecimento das políticas voltadas às mulheres no âmbito institucional.

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