sexta-feira, abril 4, 2025
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Grande repercussão sobre Linguagem Neutra ganha destaque na Câmara dos Deputados

Já existem projetos de lei que tratam sobre essa vertente e este assunto tem repercutido a nível mundial

 

A linguagem neutra é algo que tem causado polêmica nas redes sociais. Esse variedade linguística visa a declaração não binária como forma de atingir ao público dos que não se consideram nem homem nem mulher. Algo que repercutiu nas últimas semanas foi o cartaz do show do artista Djavan, que foi realizado dia 3 de julho, no qual se utilizou do termo “Ultimes Entrades”.

 

Segundo o especialista em Etimologia, Rafael Rigolon: “O grande problema dessa percepção machista da gramática portuguesa é confundir gênero gramatical com gênero/sexo biológico (ou identitário). O gênero gramatical não reflete necessariamente o sexo da pessoa. Caso contrário, teríamos que fazer uma revisão profunda em palavras como ‘a criança, a vítima, a testemunha, a pessoa’, nas quais os masculinos não estariam contemplados. O poeta, o canalha, o déspota, o motorista seriam menos homens porque a palavra termina em ‘a’?”.

Salientamos que o sexo feminino é um gênero particular, tendo como exemplos as palavras “professoras”, “engenheiras”, dentre outros que costumamos usar no dia a dia. “As mulheres têm um gênero gramatical que as identifica como grupo. No exemplo ‘as professoras’, não há dúvidas da composição 100% feminina. Se a língua portuguesa fosse machista, os homens teriam um gênero que os representasse como grupo, só deles”, conclui Rigolon.

 

Projetos de lei que são contra a linguagem neutra

Já existem projetos de lei tramitando que são contra a linguagem neutra. Em 2020, surgiram os primeiros projetos e vem ganhando mais força nos dias atuais.

De acordo com a deputada Dani Cunha (UNIÃO Brasil – RJ), “O conceito de ‘linguagem neutra’ é fruto da ideologia de gênero, a qual ensina que o sexo biológico não é o suficiente para definir a sexualidade humana. Sendo que meninos podem ser meninas e meninas podem ser meninos”. Foi o que justificou a deputada federal Dani Cunha, do União Brasil do Rio de Janeiro.

Ela também ressalta que a língua poderia trazer algumas consequências para a sociedade, dentre elas a quebra do conteúdo ensinado nas escolas.

 

Por Tatiana Nascimento

Revisora: Vanessa Souza 

Foto: Divulgação

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