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PF investiga grupo que cobrava até R$ 500 mil por aprovação em concurso

Esquema usava tecnologia para burlar provas e garantir aprovações

A Polícia Federal deflagrou uma operação para desarticular um esquema de fraudes em concursos públicos que atuava há mais de uma década em diferentes estados do país. Batizada de Operação Concorrência Simulada, a ação cumpriu 11 mandados de busca e apreensão e dois mandados de prisão nos estados da Paraíba, Alagoas e Pernambuco.

As duas prisões ocorreram em João Pessoa, e, segundo as investigações, os detidos já respondem por crimes semelhantes. O grupo investigado é apontado como integrante da chamada “Máfia dos Concursos”, responsável por vender aprovações em certames públicos, incluindo seleções de âmbito federal.

De acordo com a PF, o esquema era liderado por uma família com base em Patos, no Sertão paraibano. O grupo cobrava valores que podiam chegar a R$ 500 mil por vaga, dependendo do cargo e do nível de concorrência. As investigações apontam que os pagamentos não se limitavam a dinheiro em espécie, incluindo também ouro, veículos e até serviços, como procedimentos odontológicos.

Para garantir o sucesso nas fraudes, a organização utilizava métodos sofisticados. Entre eles, estavam o uso de dublês para realização das provas, dispositivos eletrônicos implantados cirurgicamente e comunicação em tempo real com candidatos durante a aplicação dos exames, burlando os sistemas de segurança das bancas organizadoras.

A Polícia Federal também identificou indícios de corrupção de agentes de fiscalização e manipulação de etapas dos concursos, o que teria permitido ao grupo atuar por anos sem ser detectado. Entre os certames afetados estão seleções da Polícia Federal, Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil, além de concursos das polícias Civil e Militar, da Universidade Federal da Paraíba e do Concurso Nacional Unificado.

As apurações indicam que o grupo já vinha sendo investigado anteriormente. Em operação realizada no ano passado, o líder da organização chegou a ser preso, mas morreu na Paraíba pouco tempo depois.

A Operação Concorrência Simulada segue em andamento, e a Polícia Federal busca identificar outros envolvidos, além de dimensionar o alcance total das fraudes e o prejuízo causado à administração pública.

*Com informações do G1
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