A coleta de lixo domiciliar em Manaus atingiu 98,4% dos domicílios em 2025, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. O índice coloca a capital amazonense acima da média nacional, estimada em cerca de 93%, e bem superior ao percentual registrado na região Norte, de 78,5%, conforme a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua.
De acordo com a prefeitura, o resultado reflete a ampliação das políticas públicas de limpeza urbana executadas pela Secretaria Municipal de Limpeza Urbana (Semulsp). O prefeito Renato Junior afirmou que o avanço representa melhoria na qualidade de vida da população. “Esse resultado mostra que estamos no caminho certo. Manaus avançou muito e, hoje, tem um serviço de coleta que chega praticamente a toda a cidade, inclusive em áreas onde antes não havia cobertura. Isso é qualidade de vida, saúde pública e respeito com a população”, declarou.
Atualmente, a Semulsp opera 140 rotas de coleta domiciliar, funcionando de segunda a sábado, em regime de 24 horas, distribuídas em cinco turnos. A estrutura garante atendimento na maior parte dos bairros da cidade.
Expansão na zona rural
A ampliação do serviço também alcançou áreas historicamente menos atendidas. Até 2021, apenas cinco comunidades rurais recebiam coleta regular. Em 2025, o número subiu para 14 comunidades, incluindo regiões rurais, ribeirinhas e indígenas.
Nessas localidades, o serviço utiliza estratégias adaptadas, como coletores flutuantes e a atuação de garis comunitários. Segundo o secretário municipal de Limpeza Urbana, Sabá Reis, a expansão é resultado de planejamento e presença contínua das equipes. “A gente está falando de um serviço que funciona todos os dias, com equipes em todas as zonas e também na área rural. A ampliação dessas rotas e a presença nas comunidades mostram que a limpeza urbana, hoje, alcança onde antes não chegava”, afirmou.
Descarte irregular ainda é desafio
Apesar da alta cobertura, o descarte irregular de resíduos segue como um dos principais problemas enfrentados pela cidade. As chamadas “lixeiras viciadas”, pontos de acúmulo formados pelo descarte fora dos dias e horários da coleta, continuam exigindo ações corretivas frequentes.
A prefeitura mantém uma força-tarefa permanente para limpeza, monitoramento e recuperação dessas áreas, além de campanhas educativas. O descarte inadequado contribui para o entupimento de bueiros, alagamentos e poluição de igarapés.
A Semulsp informa que serviços como coleta agendada de grandes objetos e pontos de entrega voluntária estão disponíveis, e reforça que a colaboração da população é essencial para a manutenção da limpeza urbana.


