HomeNotíciasPolíticaSem estudo conclusivo, governo federal planeja expandir benefício Wellhub a mais servidores

Sem estudo conclusivo, governo federal planeja expandir benefício Wellhub a mais servidores

Proposta ainda em análise no MGI prevê expansão para novos ministérios, enquanto faltam avaliação consolidada de resultados e definição de critérios

O governo federal avalia ampliar o uso da plataforma de bem-estar Wellhub como benefício para servidores públicos, com possibilidade de subsídio a planos de academias e serviços de saúde. A proposta está em estudo no Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) e ainda não possui formato definitivo.

Atualmente, o benefício alcança 11 instituições públicas, em modelos que variam entre acesso gratuito a planos básicos e coparticipação em modalidades mais completas. Um estudo técnico em andamento no MGI analisa a expansão para servidores de até 12 novos ministérios, incluindo áreas como Fazenda e Planejamento. A estimativa preliminar aponta custo de até R$ 3,4 milhões em dois anos.

Hoje, servidores têm acesso gratuito a planos mais simples da plataforma, como o equivalente ao nível “Silver”, que custa cerca de R$ 149,99 no mercado. Já planos mais completos, como o “Gold”, que podem chegar a R$ 289,90, contam com subsídio parcial, reduzindo o valor pago pelo usuário, que era de R$ 150.

No setor privado, serviços semelhantes costumam partir de R$ 39,90 mensais, com o custo integral ou parcial assumido pelo trabalhador, dependendo da política da empresa.

A oferta do Wellhub no setor público já ocorre em diferentes esferas. Em Ilhéus (BA), por exemplo, a prefeitura firmou contrato de cerca de R$ 402 mil, com vigência de um ano, para disponibilizar o serviço ao funcionalismo.

No âmbito federal, órgãos como o DNIT concentraram parte relevante dos gastos: dos R$ 2 milhões desembolsados pela União em 2025, cerca de R$ 500 mil foram destinados ao órgão. Nesse caso, não há subsídio direto ao servidor, apenas a disponibilização do serviço.

Relatos institucionais indicam que a adoção do benefício tem sido associada à redução de afastamentos por saúde e maior adesão a atividades físicas, embora esses resultados não façam parte de uma avaliação consolidada do governo. No DNIT, a redução de afastamentos foi de aproximadamente 51%, segundo o próprio órgão.

Para avançar com a ampliação, o governo ainda precisa concluir estudos técnicos e definir critérios como modelo de contratação, escopo e divisão de custos entre União e servidores.

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