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TCE-AM aposta em IA para padronizar decisões e acelerar produção de pareceres

Nova ferramenta organiza teses institucionais e abre caminho para automação de minutas

Em mais um movimento de digitalização, o Tribunal de Contas do Amazonas (TCE-AM) passou a utilizar inteligência artificial para apoiar a produção de votos e pareceres. A Corte lançou o “Agente de Pesquisa de Teses”, ferramenta que centraliza entendimentos institucionais e otimiza o trabalho dos gabinetes.

Desenvolvido pela Diretoria de Inteligência Artificial (Dinar), o sistema reúne e estrutura posicionamentos adotados por conselheiros, auditores e procuradores ao longo dos últimos três anos. A consulta é feita de forma organizada, com identificação das teses, fundamentação jurídica e acesso aos documentos originais.

A proposta é reduzir o tempo gasto em pesquisas e garantir maior coerência entre as manifestações técnicas. Além disso, a ferramenta contribui para consolidar entendimentos já adotados pelo Tribunal.

A presidente da Corte, Yara Amazônia Lins, destacou o impacto da iniciativa na rotina institucional. “A iniciativa fortalece a atuação técnica dos gabinetes ao oferecer mais agilidade e segurança na construção de votos e pareceres, além de contribuir para decisões mais consistentes e alinhadas institucionalmente”, declarou.

De acordo com o diretor de Inteligência Artificial, Arlesson dos Anjos, a solução transforma o acervo técnico em uma base estratégica de consulta. “Esse trabalho é fundamental para viabilizar, com segurança, a geração de minutas mais aderentes possíveis à linha de entendimento de cada conselheiro e procurador”, afirmou.

Já o secretário de Tecnologia da Informação, Elynder Belarmino, apontou que o sistema representa uma etapa preparatória para a ampliação do uso de IA no Tribunal, especialmente na automação assistida de documentos.

O acesso ocorre pela plataforma Amazon.IA, utilizando as mesmas credenciais do SPEDE. Após o primeiro acesso, é necessário solicitar a liberação do agente conforme o gabinete.

A expectativa, segundo o Tribunal, é ampliar gradualmente o uso da tecnologia e implementar novas soluções baseadas em inteligência artificial, acompanhadas de treinamentos específicos para os servidores.

*Com informações do TCE-AM

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