O ataque a tiros registrado na tarde de terça-feira (5), em uma escola da rede estadual de Rio Branco, deixou duas funcionárias mortas e outras duas pessoas feridas. As vítimas fatais foram identificadas como as inspetoras Raquel Sales Feitosa, de 37 anos, e Alzenir Pereira da Silva, de 53.
As duas trabalhavam no Instituto São José e, segundo relatos de colegas e informações da polícia, tentaram impedir o avanço do atirador — um adolescente de 13 anos, aluno da própria instituição — em direção às salas de aula. Ambas foram atingidas e morreram ainda no local.
Além delas, uma estudante de 11 anos e outro funcionário da escola ficaram feridos e foram socorridos para atendimento médico. O estado de saúde não foi detalhado até a última atualização.
Como ocorreu o ataque
As primeiras informações da Polícia Civil apontam que o adolescente entrou armado na escola e efetuou disparos de forma indiscriminada nos corredores. A ação das duas funcionárias, que tentaram conter o atirador, é apontada como decisiva para evitar um número maior de vítimas.
Até o momento, não há confirmação oficial sobre a motivação do crime. O adolescente confessou a autoria e permanece sob custódia.
Quem eram as vítimas
Raquel Sales Feitosa, 37 anos

Imagem: Reprodução/Redes sociais
Funcionária da escola há mais de três anos, Raquel conciliava o trabalho com a graduação em Enfermagem. Ela deixa um filho. Familiares destacaram seu empenho em melhorar de vida e construir novas oportunidades.
Alzenir Pereira da Silva, 53 anos

Imagem: Reprodução/Redes sociais
Também inspetora, Alzenir era reconhecida por colegas como uma profissional dedicada e comprometida com a segurança dos alunos. Em nota, o Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Acre lamentou a perda e ressaltou sua trajetória na educação.
MEC envia equipe ao estado
O Ministério da Educação informou o envio de uma equipe especializada do programa Escola que Protege, voltado à prevenção e resposta a episódios de violência no ambiente escolar. A medida foi adotada após diálogo com o governo estadual.
Segundo o ministro da Educação, a prioridade é garantir acolhimento às vítimas, familiares e profissionais da educação, além de apoiar a reconstrução do ambiente escolar.
Investigação
A Polícia Civil instaurou inquérito para apurar as circunstâncias do ataque, a motivação e possíveis responsabilidades. O padrasto do adolescente, dono da arma, foi detido e deve prestar esclarecimentos.
As autoridades estaduais informaram que seguem acompanhando o estado de saúde dos feridos e mantendo suporte psicológico à comunidade escolar. O caso permanece sob investigação.


