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Homens concentram 85% das mortes em acidentes com motocicletas no Amazonas, aponta levantamento da FVS

Boletim mostra que maioria das vítimas fatais tem entre 20 e 39 anos; internações e custos hospitalares também cresceram nos últimos anos

Homens representam 85,1% das vítimas fatais em acidentes envolvendo motocicletas no Amazonas, segundo dados divulgados nesta segunda-feira (14) pela Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas – Dra. Rosemary Costa Pinto.

O levantamento integra o Boletim Epidemiológico de Mortalidade da fundação e revela que a maior parte das mortes está concentrada entre jovens e adultos na faixa etária de 20 a 39 anos, grupo considerado economicamente ativo e que lidera a circulação diária no trânsito.

De acordo com o estudo, o estado contabilizou 275 mortes de motociclistas em 2025. Apesar de representar uma redução de 16,4% em relação ao ano anterior, os acidentes com motocicletas continuam liderando as estatísticas de violência no trânsito no Amazonas, sendo responsáveis por 58,5% de todos os óbitos registrados nas vias do estado.

Outro dado que chama atenção é o período em que os acidentes fatais mais ocorrem. Segundo o boletim, a maioria das mortes é registrada aos sábados e domingos, dias historicamente associados a maior fluxo de veículos, deslocamentos noturnos e comportamentos de risco no trânsito.

A diretora-presidente da fundação, Tatyana Amorim, destacou o impacto social e econômico provocado pelos acidentes.

“Os acidentes continuam causando impactos importantes na saúde pública, especialmente entre jovens e adultos economicamente ativos”, afirmou.

Internações cresceram 149%

Além da alta mortalidade, o boletim mostra avanço expressivo no número de motociclistas feridos que precisaram de atendimento hospitalar.

Entre 2021 e 2025, as internações relacionadas a acidentes com motocicletas cresceram 149% no Amazonas, refletindo o aumento da demanda por atendimento de urgência e reabilitação.

Os custos para o sistema público de saúde também dispararam no período. Segundo a fundação, as despesas hospitalares tiveram aumento de 202% e ultrapassaram R$ 4,3 milhões somente em 2025.

Para o diretor de Vigilância Epidemiológica da fundação, Alexsandro Melo, os dados são fundamentais para orientar estratégias de prevenção e fiscalização.

Segundo ele, o objetivo é fortalecer campanhas educativas, ampliar a conscientização sobre o uso de equipamentos de proteção e intensificar o combate a práticas imprudentes, como excesso de velocidade, direção sob efeito de álcool e desrespeito às normas de trânsito.

*Com informações do G1

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