A Inteligência Artificial (IA) deixou de ser uma tendência futurista para se tornar o divisor de águas entre empresas que prosperam e as que perdem espaço no mercado. O alerta é do Prof. Dr. Jucimar Silva Júnior, diretor da Escola de Tecnologia da Universidade do Estado do Amazonas (EST/UEA), que defende uma integração urgente entre a academia e o setor produtivo local.
Durante o evento Amazônia Inteligente, realizado recentemente em Manaus, o diretor foi enfático: “Você não será substituído por uma Inteligência Artificial, mas por uma pessoa ou empresa que utiliza a IA melhor do que você”. Para ele, a tecnologia já é um diferencial competitivo capaz de gerar ganhos expressivos de produtividade, eficiência e inovação.
Soluções locais com impacto global
A UEA já atua como um hub de transformação digital para a indústria amazonense. O diretor destacou que a universidade não apenas estuda o tema, mas aplica soluções práticas. Um exemplo de destaque é o Laboratório de Modelagem do Sistema Climático Terrestre (Labclim), que utiliza IA para prever cenários de cheias e secas na região com meses de antecedência. Os boletins gerados pelo laboratório são ferramentas estratégicas fundamentais para o Governo do Estado e para diversas empresas do Polo Industrial de Manaus (PIM).
Além do Labclim, o Ludus Lab, laboratório de tecnologia da escola, tem sido peça-chave no desenvolvimento de projetos de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I) em parceria com a iniciativa privada, aplicando IA em desafios específicos das linhas de produção locais.
O papel da universidade na inovação
Para o reitor da UEA, Prof. Dr. André Zogahib, a instituição cumpre seu papel social ao conectar o saber acadêmico com as necessidades reais do mercado.
“A Inteligência Artificial representa uma das maiores transformações tecnológicas da atualidade e a UEA está preparada para liderar esse movimento. Nosso objetivo é fortalecer parcerias e ampliar a transferência de conhecimento para que o setor produtivo amazonense esteja à frente nos desafios do futuro”, afirmou o reitor.
Cuidado com os atalhos
Embora o cenário seja de oportunidade, o Prof. Dr. Jucimar Silva Júnior também faz uma ressalva importante: a IA exige estratégia. A palestra também abordou os riscos de investimentos sem planejamento e o uso inadequado de ferramentas, que podem resultar em desperdício de recursos e falhas operacionais.
O diretor reforçou que a EST/UEA mantém suas portas abertas para empresas que buscam navegar essa transição tecnológica com segurança, transformando desafios complexos em soluções inovadoras. “Somos protagonistas na geração de soluções para problemas reais. Estamos prontos para apoiar quem deseja inovar e ser mais competitivo”, concluiu.


