O homem apontado como principal suspeito de matar o funcionário do Residencial Tocantins II, Rafael Santos de Souza, de 37 anos, foi preso nesta sexta-feira (26), em Manaus. A prisão de Eduardo Henrique Nobre Klem, de 54 anos, foi confirmada por agentes da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), responsável pela investigação do caso.
As circunstâncias da captura não foram divulgadas pela Polícia Civil do Amazonas.
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O crime ocorreu na manhã de quarta-feira (24), dentro do conjunto habitacional localizado na Avenida Constantino Nery, zona Centro-Sul da capital. De acordo com a Polícia Civil, Rafael foi morto após ser atingido por um golpe de faca durante uma discussão com Eduardo Henrique.
Segundo a Polícia Militar, equipes de socorro chegaram a ser acionadas, mas a vítima não resistiu à gravidade dos ferimentos e morreu no local. Imagens gravadas por testemunhas registraram parte da discussão que antecedeu o ataque e passaram a integrar o inquérito policial.
Investigação continua
Com a prisão do suspeito, a Polícia Civil dará continuidade às investigações para esclarecer as circunstâncias e a motivação do homicídio. Até a publicação desta reportagem, a DEHS não havia informado o que motivou a discussão que terminou na morte do funcionário nem se o investigado prestou depoimento após a prisão.
Nos dias seguintes ao crime, equipes policiais realizaram buscas para localizar Eduardo Henrique, que havia fugido após o ataque. O caso provocou grande repercussão em Manaus pela violência do crime e pelo fato de ter ocorrido dentro de um condomínio residencial, em plena área comum. Reportagens publicadas ao longo da semana mostraram que o homicídio foi registrado por câmeras e aparelhos celulares de moradores, imagens que também auxiliam a investigação.
Condomínio lamentou a morte da vítima
Após o homicídio, a administração do Residencial Tocantins II Etapa divulgou uma nota de pesar aos moradores. No comunicado, destacou que Rafael Santos de Souza era reconhecido pelo profissionalismo, dedicação e respeito no relacionamento com moradores e colegas de trabalho.
Em razão do impacto causado pelo crime, o condomínio suspendeu temporariamente as atividades administrativas e informou que presta apoio aos funcionários e assistência à família da vítima.
A administração também manifestou solidariedade aos familiares de Rafael, especialmente à ex-companheira e ao filho de 10 anos.
“O colaborador sempre se dedicou ao nosso condomínio com profissionalismo e respeito, e sua partida deixa uma lacuna irreparável em nossa comunidade”, diz trecho da nota divulgada aos moradores.


