O vereador Senival Moura (PT) foi preso na manhã desta quinta-feira (25) durante uma operação do MPSP (Ministério Público de São Paulo) e da Polícia Civil contra um esquema de lavagem de dinheiro do PCC (Primeiro Comando da Capital) no transporte público.
Além do político, outras duas pessoas foram presas. Entre os alvos dos cinco mandados de prisão, além do vereador, estão integrantes da facção e o presidente da empresa de transporte coletivo Transunião. A ação faz parte da “Operação Última Parada”.
Segundo a CNN, os alvos dos mandados de prisão são Jair Ramos de Freitas, conhecido como ‘Cachorrão’, réu pelo assassinato do ex-presidente da Transunião; Devanil de Souza Nascimento, também réu pelo assassinato do ex-presidente da Transunião; o vereador do PT Senival Moura; Leonel Moreira Martins, que seria o operador financeiro do esquema; e Lourival de França Monario, atual presidente da Transunião
Até o momento, foram presos Jair Ramos de Freitas, Devanil de Souza Nascimento e o vereador.
O que diz a defesa do vereador?
Em nota, a defesa do vereador, representada pelo advogado Marcio Sayeg, disse que recebeu “com profunda indignação” a prisão temporário e afirmou ter se surpreendido com a medida, uma vez que ela foi tomada às vésperas das eleições. Veja nota na íntegra:
“O Vereador Senival Pereira de Moura recebeu com profunda indignação a notícia da decretação de sua prisão temporária no âmbito de investigação em curso.
A medida causa enorme surpresa, sobretudo porque foi determinada em um momento extremamente sensível, às vésperas do período eleitoral, circunstância que inevitavelmente desperta questionamentos e exige que todos os fatos sejam rigorosamente esclarecidos pelas autoridades competentes.
O Vereador reafirma que confia na Justiça e tem absoluta convicção de que, ao longo da investigação, ficará demonstrada a inexistência de qualquer conduta ilícita de sua parte.
Desde o primeiro momento, sua defesa técnica está adotando todas as providências jurídicas cabíveis para ter acesso integral aos autos, compreender os fundamentos da decisão e apresentar os esclarecimentos necessários, exercendo plenamente o direito constitucional ao contraditório e à ampla defesa.
Senival Pereira de Moura sempre pautou sua trajetória pública pelo compromisso com a população, pela transparência e pelo respeito às instituições democráticas. Por isso, recebe a investigação com serenidade, certo de que a verdade prevalecerá.”
Fonte: CNN


