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No Dia do Rock, conheça a pioneira que inspirou os maiores nomes do gênero

Reconhecida como a 'Madrinha do Rock', Sister Rosetta Tharpe influenciou gerações de artistas

Quando se fala na origem do rock, nomes como Elvis Presley, Chuck Berry e Little Richard costumam dominar a narrativa. No entanto, décadas antes de o gênero conquistar o mundo, uma mulher negra já unia guitarra elétrica, gospel e rhythm and blues em apresentações que serviriam de inspiração para toda uma geração de artistas. Seu nome era Sister Rosetta Tharpe.

Celebrado em 13 de julho, o Dia Mundial do Rock também é uma oportunidade para revisitar a história da artista que ficou conhecida como a “Madrinha do Rock and Roll”. Embora tenha permanecido por muitos anos à margem da narrativa oficial do gênero, Rosetta é hoje reconhecida como uma das principais responsáveis por moldar a sonoridade e a performance que marcariam o nascimento do rock.

Nascida em 1915, no estado do Arkansas, nos Estados Unidos, Rosetta Tharpe iniciou sua trajetória musical ainda criança, cantando e tocando em igrejas ao lado da mãe. Foi justamente a combinação entre a música gospel e o uso inovador da guitarra elétrica que transformou sua carreira e abriu caminho para um novo estilo musical.

Em uma época em que mulheres dificilmente ocupavam o centro dos palcos como guitarristas, Rosetta rompeu barreiras. Suas apresentações chamavam atenção pela técnica, pela potência vocal e pela presença de palco, elementos que mais tarde se tornariam marcas registradas do rock. Ela também foi uma das primeiras artistas populares a explorar efeitos de distorção na guitarra elétrica, recurso que influenciaria profundamente o desenvolvimento do gênero.

Influência sobre os maiores nomes do rock

O legado de Sister Rosetta Tharpe ultrapassou as fronteiras da música gospel. Artistas como Elvis Presley, Chuck Berry, Little Richard, Johnny Cash, Carl Perkins, Jerry Lee Lewis, Eric Clapton e Bob Dylan reconheceram sua influência em diferentes momentos da carreira. Little Richard, por exemplo, chegou a dividir o palco com Rosetta ainda na adolescência, experiência que ajudou a moldar seu estilo musical.

Em 1944, sua gravação de “Strange Things Happening Every Day” tornou-se um marco ao entrar na lista das músicas mais populares da Billboard, sendo considerada por muitos historiadores uma das primeiras gravações a reunir elementos que dariam origem ao rock and roll.

Reconhecimento tardio

Apesar da importância histórica, Sister Rosetta Tharpe passou décadas sem receber o mesmo reconhecimento destinado a artistas homens que vieram depois dela. Pesquisadores apontam que fatores como racismo e desigualdade de gênero contribuíram para que sua contribuição fosse frequentemente deixada em segundo plano na história do rock.

Esse cenário começou a mudar nos últimos anos. Em 2018, Rosetta foi incluída no Rock & Roll Hall of Fame, na categoria “Influência Musical”, reconhecimento concedido a artistas cuja obra ajudou a transformar a história do gênero.

Mais de cinco décadas após sua morte, em 1973, Sister Rosetta Tharpe continua sendo lembrada como uma das figuras mais revolucionárias da música do século XX. Sua trajetória consolidou a presença feminina na guitarra elétrica, rompeu barreiras raciais e abriu caminho para que o rock se tornasse um dos movimentos culturais mais influentes do mundo.

Leia mais: Dia Mundial do Rock: gênero se reinventa, conquista novas gerações e mantém legado vivo na música contemporânea

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