O Republicanos definiu Anthony Garotinho como seu candidato ao Governo do Estado do Rio de Janeiro nas eleições de 2026. A decisão será anunciada oficialmente nesta segunda-feira (20), após semanas de negociações internas que colocaram frente a frente o ex-governador e o ex-prefeito de Miguel Pereira, André Português.
A escolha foi consolidada a poucos dias da convenção estadual da legenda, marcada para 25 de julho, quando a candidatura será homologada junto à Justiça Eleitoral. Com a confirmação, Garotinho volta a disputar o Palácio Guanabara e tentará retornar ao cargo que ocupou entre 1999 e 2002.
Pesquisas influenciaram a decisão
A definição do nome ocorreu após o Republicanos encomendar pesquisas qualitativas e quantitativas ao Instituto PreFab Future para medir o potencial eleitoral dos pré-candidatos.
Os levantamentos serviram de base para a Executiva Estadual, que optou por Anthony Garotinho. Paralelamente, o partido também definiu que o deputado federal Marcelo Crivella será o candidato da legenda ao Senado Federal.
Segundo o presidente estadual do Republicanos, Luis Carlos Gomes, a decisão faz parte da estratégia da sigla para ampliar sua participação na política fluminense.
“O Republicanos sairá ainda maior dessa disputa no Rio de Janeiro. Estamos trabalhando muito para que nosso posicionamento de defesa inconteste dos fluminenses se espalhe por todo o estado”, afirmou.
Retorno após recuperar a elegibilidade
A candidatura marca o retorno de Garotinho ao cenário eleitoral estadual depois de voltar a ficar elegível. Recentemente, uma decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), anulou uma condenação eleitoral que impedia o ex-governador de disputar cargos públicos.
Antes disso, Garotinho havia tentado retornar ao governo em 2018, mas teve a candidatura barrada pela Justiça Eleitoral durante a campanha em razão de uma condenação por improbidade administrativa.
Ao longo da carreira política, também disputou o Governo do Rio em 1994, quando foi derrotado por Marcello Alencar, venceu a eleição de 1998 e, quatro anos depois, abriu mão da reeleição para concorrer à Presidência da República. Naquele ano, Rosinha Garotinho foi eleita governadora do estado.
Partido chegou a defender candidatura à Câmara
Antes da definição, dirigentes do Republicanos tentaram convencer Garotinho a disputar uma vaga na Câmara dos Deputados. A avaliação era de que sua candidatura fortaleceria a bancada federal da legenda e aumentaria a participação do partido no fundo partidário.
O ex-governador, no entanto, descartou a possibilidade e manteve o objetivo de concorrer ao Executivo estadual. Em declarações públicas, afirmou que somente disputaria a eleição para governador.
O posicionamento ganhou força após pesquisas eleitorais apontarem seu nome entre os mais competitivos. Em levantamento Genial/Quaest divulgado em abril, Garotinho aparecia com 8% das intenções de voto, tecnicamente empatado com Douglas Ruas, que registrava 9%.
Definição movimenta o cenário eleitoral
A confirmação da candidatura do Republicanos também impacta as articulações para a sucessão do governador Cláudio Castro (PL). A legenda passa a integrar o grupo de partidos que optaram por lançar candidatura própria, em vez de apoiar Douglas Ruas.
O movimento ocorre em meio às definições das convenções partidárias, período em que as siglas oficializam candidatos e intensificam as negociações para composição das chapas majoritárias.
Com a escolha de Anthony Garotinho, o Republicanos entra oficialmente na disputa pelo Palácio Guanabara e reforça sua estratégia de ampliar o protagonismo nas eleições estaduais de 2026.


