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Governador em exercício relaciona greve de ônibus a ação judicial sobre subsídios do transporte em Manaus

O governador em exercício ainda anuncia quitação de débito do Estado com o Sinetram

O governador em exercício do Amazonas, Serafim Corrêa, afirmou nesta terça-feira (21) que o Governo do Estado quitará, nas próximas 24 horas, o débito de aproximadamente R$ 18 milhões referente ao subsídio da meia-passagem no transporte coletivo de Manaus. Segundo ele, o pagamento não foi realizado anteriormente porque o Sinetram (Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas) teria se recusado a receber os recursos.

Durante entrevista, Serafim declarou que o Estado buscava regularizar o repasse desde o mês de maio e reiterou que o governo nunca deixou de reconhecer a obrigação referente ao benefício estudantil.

Ao comentar a paralisação dos rodoviários, o governador em exercício afirmou que a greve não teria sido motivada pelo débito estadual. Segundo ele, uma ação judicial em tramitação aponta que o Sindicato dos Rodoviários e o próprio Sinetram cobram da Prefeitura de Manaus uma dívida superior a R$ 190 milhões.

De acordo com Serafim, o valor citado na ação corresponde a R$ 190.432.855,35 e seria referente ao não pagamento de subsídios tarifários previstos em lei e nos contratos de concessão do transporte coletivo.

“A greve não tem motivo causado pelo Governo do Estado do Amazonas. A greve tem outro motivo que vocês podem pesquisar na ação judicial movida pelo Sindicato dos Trabalhadores”, afirmou.

Ainda segundo o governador em exercício, tanto o Sindicato dos Rodoviários quanto o Sinetram reconhecem, no processo judicial, que são credores desse montante junto ao município.

“A afirmativa é tanto do Sinetram quanto do Sindicato dos Trabalhadores. Na ação protocolada na Justiça do Trabalho, tanto os trabalhadores dizem isso quanto o próprio Sinetram reconhece que é credor de R$ 190 milhões da Prefeitura de Manaus”, declarou.

O documento citado por Serafim sustenta que a dívida decorre do não pagamento, por parte da Prefeitura de Manaus, por meio do Instituto Municipal de Mobilidade Urbana (IMMU), dos subsídios tarifários considerados obrigatórios pelas empresas concessionárias do serviço de transporte coletivo.

O que diz a Prefeitura?

Em nota, a Prefeitura de Manaus, por meio do Instituto Municipal de Mobilidade Urbana (IMMU), informou que não possui débitos pendentes referentes ao ano de 2026 junto ao Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetram).

O município afirmou que as obrigações financeiras previstas para o exercício corrente estão sendo executadas regularmente e reiterou o compromisso com a manutenção do transporte coletivo, destacando que segue em diálogo com os sindicatos envolvidos em busca de soluções que garantam a continuidade do serviço e respeitem os usuários do sistema.

Leia mais: Justiça determina retomada dos ônibus em Manaus e considera greve dos rodoviários abusiva

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