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Estátua de São Cristóvão é furtada na véspera do dia do santo no Rio

Escultura instalada no Trevo das Margaridas desde 1969 foi levada na sexta-feira (24); caso está sob investigação da Polícia Civil

A estátua de São Cristóvão instalada no Trevo das Margaridas, na Zona Norte do Rio de Janeiro, foi furtada na sexta-feira (24), um dia antes da celebração dedicada ao santo, considerado padroeiro dos motoristas e viajantes.

A escultura integrava o monumento localizado em Irajá, no acesso que liga a Avenida Brasil à Rodovia Presidente Dutra, uma das principais entradas e saídas da capital fluminense. A obra, formada por elementos de bronze e concreto, foi criada pelo escultor Sérgio Bortoni e inaugurada em 1969.

A Secretaria Municipal de Conservação informou que registrou o furto na Delegacia On-line. Posteriormente, a ocorrência foi encaminhada à 27ª Delegacia de Polícia, em Vicente de Carvalho.

A Polícia Civil realiza diligências para esclarecer como a peça foi retirada e tentar identificar os envolvidos. Até o momento, a estátua não havia sido recuperada.

Prefeitura prepara reposição

De acordo com a Secretaria de Conservação, o processo para repor a estátua de São Cristóvão já foi iniciado. A administração municipal, entretanto, não informou o prazo para a conclusão do serviço nem o custo estimado da nova peça.

O monumento possui forte relação com o local onde foi instalado. Diariamente, milhares de motoristas passam pelo Trevo das Margaridas durante os deslocamentos entre o Rio de Janeiro, municípios da Região Metropolitana e outros estados.

São Cristóvão é tradicionalmente associado à proteção de motoristas, viajantes e profissionais que trabalham nas estradas. A Prefeitura do Rio já promoveu revitalizações do monumento durante as comemorações dedicadas ao santo.

Obra já havia sido alvo de furto

Esta não foi a primeira vez que criminosos danificaram o monumento. Em uma ocorrência anterior, foram levados o cajado de bronze e parte da perna direita da escultura.

Na ocasião, a Prefeitura precisou reconstruir as partes furtadas e executar uma nova restauração. O monumento também recebeu uma película protetora contra pichações durante outro processo de revitalização.

Quinze monumentos atingidos em 2026

Com o furto da estátua de São Cristóvão, subiu para 15 o número de monumentos atingidos por furtos, depredações ou outros atos de vandalismo no Rio em 2026.

Segundo o secretário municipal de Conservação, Diego Vaz, os reparos provocados por esses crimes já custaram mais de R$ 250 mil aos cofres públicos somente neste ano. Em 2025, as despesas chegaram a aproximadamente R$ 600 mil.

Entre os casos recentes está o furto da batuta da estátua do compositor Carlos Gomes, localizada próximo ao Theatro Municipal, na Cinelândia. Além disso, a escultura Curumim da Lagoa perdeu o arco poucos dias depois de passar por uma restauração de R$ 50 mil.

Outros monumentos também tiveram partes retiradas, como as esculturas de Otto Lara Resende, Chacrinha e Noel Rosa.

Diante da sequência de ocorrências, a Secretaria de Conservação avalia substituir alguns componentes de bronze por materiais sem valor comercial. A medida busca reduzir o interesse de criminosos e evitar novos gastos com reconstruções.

Enquanto a investigação avança, o desaparecimento da estátua de São Cristóvão amplia o alerta sobre a preservação do patrimônio histórico e cultural exposto nos espaços públicos do Rio.

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