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Pix em viagens: veja como brasileiros podem pagar compras em oito países sem cartão

Além da praticidade, o uso do Pix em compras internacionais pode representar uma economia para o consumidor

Brasileiros que estejam em viajando podem usar o Pix para pagar compras presenciais em estabelecimentos de oito países: Chile, Argentina, Uruguai, Paraguai, Estados Unidos, Portugal, Espanha e França. A opção permite que o turista faça pagamentos pelo celular, sem precisar carregar dinheiro em espécie ou utilizar um cartão físico.

Apesar da facilidade, o Banco Central esclarece que não existe um “Pix internacional” oficial. Na prática, os pagamentos são realizados por meio de empresas e instituições financeiras autorizadas a operar com câmbio. Elas fazem a conversão do valor da compra para reais e transferem o pagamento ao comerciante na moeda local.

Como funciona

O processo é semelhante ao pagamento com Pix no Brasil. No momento da compra, o estabelecimento gera um QR Code na máquina de pagamento. O turista, então, abre o aplicativo do banco ou da instituição financeira brasileira e escaneia o código.

Antes de confirmar a operação, o sistema mostra quanto o consumidor irá pagar em reais, já considerando a conversão da moeda e as eventuais taxas cobradas pela transação.

Depois que o pagamento é autorizado por senha ou biometria, a empresa responsável pela operação realiza a conversão e envia o dinheiro ao estabelecimento na moeda do país. Todo o processo pode ser concluído em poucos segundos.

Pagamento pode ter custo menor

Além da praticidade, o uso do Pix em compras internacionais pode representar uma economia para o consumidor, dependendo da instituição responsável pela operação.

Atualmente, compras feitas com cartão de crédito no exterior estão sujeitas a 5,38% de Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), além da conversão da moeda, que pode considerar a cotação utilizada pela instituição financeira.

Já algumas plataformas que oferecem pagamentos internacionais via Pix utilizam o chamado câmbio comercial e outros modelos de liquidação. Em determinadas situações, isso pode resultar em um custo final menor para o turista.

Outra vantagem é evitar a necessidade de comprar moeda estrangeira antes da viagem ou procurar casas de câmbio durante o passeio.

Serviço depende de parcerias

A disponibilidade do pagamento por Pix em cada país depende de acordos entre bancos, fintechs e empresas especializadas em meios de pagamento.

No Chile, por exemplo, a PagBrasil oferece o serviço em parceria com a VirtualPOS. Na Argentina, o Banco do Brasil trabalha com o Banco Patagonia para ampliar a aceitação da modalidade.

No Uruguai, a tecnologia é disponibilizada pela Getnet. Já nos Estados Unidos, a integração é realizada pela Verifone. Outras instituições financeiras e plataformas de câmbio também participam das operações de conversão e transferência dos valores.

O Banco Central ainda não divulga dados específicos sobre a quantidade de pagamentos presenciais feitos por brasileiros usando Pix no exterior. Empresas do setor, no entanto, afirmam que a procura pelo serviço vem crescendo.

Segundo a PagBrasil, o número de transações internacionais realizadas com a tecnologia aumenta, em média, 22,5% ao mês. O crescimento ocorre em meio à popularização do Pix entre os brasileiros e ao interesse de empresas estrangeiras em adaptar seus sistemas para receber pagamentos desse público.

(*)Com informações do Correio Braziliense

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