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ALERTA NA SAÚDE: baixa vacinação abre caminho para volta de doenças e Brasil registra novos surtos

Sarampo e coqueluche voltam a acender o sinal de alerta; crianças com vacinas atrasadas estão entre os grupos mais vulneráveis. Em Manaus, mais de 170 salas oferecem imunização gratuita pelo SUS.

Doenças que haviam sido controladas pela vacinação voltaram a preocupar autoridades sanitárias brasileiras. A redução das coberturas vacinais observada nos últimos anos criou bolsões de pessoas suscetíveis e aumentou o risco de surtos de doenças imunopreveníveis, especialmente entre crianças.

O próprio Ministério da Saúde alerta que coberturas insuficientes podem favorecer a reintrodução de doenças eliminadas e mantém atenção especial para enfermidades como sarampo, poliomielite e coqueluche.

Sarampo volta a circular e Brasil tem surto ativo

O sinal mais recente vem do sarampo. Em julho de 2026, o Ministério da Saúde informou que o país contabilizava 14 casos confirmados no ano, dos quais 11 integravam um surto ativo no estado de São Paulo.

O dado ganha importância quando comparado à cobertura vacinal. Em 2025, o Brasil atingiu 92,9% na primeira dose da tríplice viral, mas apenas 78,3% na segunda dose.

Em 2025, o país já havia confirmado 38 casos de sarampo. No Tocantins, um surto resultou em 25 casos e atingiu principalmente uma comunidade com baixa cobertura: 22 dos 25 infectados pertenciam a esse grupo e nenhum possuía registro de vacinação contra o sarampo.

O Brasil continua considerado livre da circulação endêmica do vírus. Isso significa que os casos atuais não representam, por si só, o retorno da transmissão endêmica nacional. Mas o aparecimento de cadeias de transmissão mostra por que a vacinação precisa permanecer elevada.

Coqueluche também preocupa

Outro exemplo é a coqueluche, doença respiratória especialmente perigosa para bebês.

Segundo o Ministério da Saúde, o Brasil confirmou 7.440 casos em 2024, maior número registrado em uma década. Até a 15ª semana epidemiológica de 2025, outros 1.479 casos haviam sido confirmados.

A pasta relaciona o crescimento, entre outros fatores, à característica cíclica da doença e à queda das coberturas vacinais registrada entre 2016 e 2021.

Em fevereiro de 2026, oito casos de coqueluche foram confirmados no território Yanomami, levando o Ministério da Saúde a reforçar equipes, realizar busca ativa, tratamento de contatos e intensificar a vacinação. (Serviços e Informações do Brasil⁠)

Os bebês merecem atenção especial: a maior letalidade ocorre em menores de um ano, particularmente nos primeiros seis meses de vida. Por isso, além da vacinação infantil, o SUS recomenda a dTpa para gestantes a partir da 20ª semana em cada gestação, ajudando a transferir anticorpos para o bebê.

E a poliomielite?

O Brasil não vive atualmente uma epidemia de poliomielite, mas o risco de reintrodução exige vigilância.

O Ministério da Saúde informa que a cobertura contra a pólio ficou abaixo da meta de 95% durante vários anos. A doença pode provocar paralisia permanente e não possui tratamento capaz de reverter suas sequelas.

Desde novembro de 2024, o esquema infantil brasileiro passou a utilizar exclusivamente a vacina inativada contra poliomielite (VIP): doses aos 2, 4 e 6 meses e reforço aos 15 meses.

Quais doenças podem voltar a provocar surtos?

Não é possível afirmar que determinada doença necessariamente causará a próxima epidemia. O risco depende da cobertura vacinal, circulação do agente infeccioso, introdução de casos vindos de outras regiões e existência de grupos suscetíveis.

No cenário atual, porém, sarampo e coqueluche já exigem atenção, enquanto a manutenção da vacinação contra poliomielite, difteria, meningites, febre amarela e outras doenças imunopreveníveis é fundamental para impedir novas cadeias de transmissão.

🚨 Pais devem conferir estas vacinas

O Calendário Nacional de Vacinação 2026 do Ministério da Saúde prevê, entre outras, BCG e hepatite B ao nascer; pentavalente, poliomielite, pneumocócica e rotavírus a partir dos primeiros meses; meningocócicas; febre amarela; tríplice viral; DTP; hepatite A; varicela; influenza; Covid-19; HPV e dengue, conforme idade, indicação e esquema estabelecido pelo PNI.

Para crianças pequenas, merecem atenção especial os esquemas que protegem contra sarampo, coqueluche, poliomielite e meningites, justamente pelo potencial de transmissão, complicações ou pela necessidade de impedir a reintrodução dessas doenças.

O Ministério da Saúde reforça: se alguma dose estiver atrasada, a orientação é procurar uma unidade de saúde para atualizar a caderneta. Não possuir o cartão de vacinação em mãos não impede que a pessoa seja atendida e receba as vacinas indicadas.

Manaus tem mais de 170 salas de vacinação

Em Manaus, a Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) mantém mais de 170 salas de vacina distribuídas pelas diferentes zonas da capital.

As vacinas previstas no calendário, com exceção da BCG, estão disponíveis nas salas municipais conforme indicação e disponibilidade. A BCG é ofertada nas maternidades públicas e também em unidades específicas para crianças nascidas em casa ou em maternidades privadas que não disponibilizam o imunizante.

Entre os pontos da rede pública estão unidades como a UBS Dr. José Amazonas Palhano, na zona Leste; a Unidade De Saúde Da Família Alfredo Campos – Zumbi Dos Palmares; a UBS – Dr José Rayol dos Santos; e a USF MJ PM Sálvio Belota, entre diversas outras.

A relação oficial e atualizada das salas, endereços, horários e imunizantes ofertados pode ser consultada diretamente na página de vacinação da Semsa.

Novidade no calendário infantil em Manaus

Desde julho, Manaus também passou a oferecer a vacina pneumocócica conjugada 20-valente (VPC20). Inicialmente, quatro mil doses foram encaminhadas pelo Ministério da Saúde e distribuídas para mais de 170 salas da rede municipal.

A VPC20 passou a integrar a rotina de crianças menores de um ano e pode ser administrada também em menores de cinco anos que não tenham sido vacinados na idade recomendada, conforme os critérios do programa de imunização. A vacina amplia a proteção contra doenças causadas pelo pneumococo, incluindo pneumonia e meningite.

A vacinação contra HPV também permanece disponível em Manaus para meninas e meninos de 9 a 14 anos e demais públicos definidos pelo Ministério da Saúde.

A doença pode ter desaparecido das ruas, mas isso não significa que o vírus desapareceu do mundo. Quando a vacinação cai, doenças antigas encontram novamente crianças desprotegidas.

Pais e responsáveis: abram hoje a caderneta de vacinação dos seus filhos. Há alguma dose atrasada? Procurem a sala de vacina mais próxima.

A vacinação é gratuita pelo SUS e continua sendo uma das principais ferramentas para impedir hospitalizações, sequelas, mortes e a formação de novos surtos.

📍 Onde vacinar em Manaus:
Consulte as salas de vacinação da Semsa Manaus⁠

💉 Calendário oficial 2026:
Confira o Calendário Nacional de Vacinação do Ministério da Saúde⁠

Fontes: Ministério da Saúde e Secretaria Municipal de Saúde de Manaus (Semsa).

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