HomeNotíciasPolíticaErica Aguiar explica como identificar institutos de pesquisa confiáveis

Erica Aguiar explica como identificar institutos de pesquisa confiáveis

Durante o Papo Político, pesquisadora destacou que desempenho anterior, possíveis conflitos de interesse e pesquisas de boca de urna ajudam a medir a credibilidade dos levantamentos

A pesquisadora e CEO do O Convergente, Erica Aguiar, chamou atenção para a necessidade de o eleitor analisar com cautela as pesquisas eleitorais divulgadas durante o período de campanha. Durante participação no programa Papo Político, ela destacou que levantamentos diferentes podem apresentar cenários distintos e, por isso, o histórico dos institutos deve ser considerado.

Segundo Erica, a comparação entre pesquisas não deve ficar restrita aos percentuais apresentados. Para ela, também é importante verificar a trajetória de cada empresa e o nível de acerto em eleições anteriores.

“Várias pesquisas são apresentadas e elas são apresentadas com números diferentes, colocando quem está na frente e quem está atrás. É a forma que você vai entender que instituto é esse, porque você consegue, sim, verificar quando o instituto é sério. É só você ver a margem de acertos dele”, afirmou.

Histórico dos institutos deve ser observado

Erica Aguiar explicou que o eleitor pode buscar informações sobre pesquisas anteriores para entender melhor a confiabilidade de um instituto.

Além disso, ela defendeu atenção redobrada quando determinadas empresas passam a aparecer com maior frequência apenas em períodos eleitorais.

“Agora, quando tem aqueles institutos que sempre naquele momento aparecem e começam a trazer aqueles resultados, aí você já começa a monitorar se há outros conflitos de interesse”, disse.

Na avaliação da pesquisadora, esse acompanhamento ajuda a evitar interpretações baseadas apenas em um levantamento isolado.

Boca de urna funciona como teste

Outro ponto destacado por Erica foi a pesquisa de boca de urna. Segundo ela, esse tipo de levantamento permite uma comparação mais direta entre a estimativa apresentada pelo instituto e o resultado oficial da eleição.

“Eu sempre digo que quer saber o instituto bom de pesquisa? É quando tem boca de urna. Aí você vai ver quem é o instituto que bota a cara para fazer boca de urna aqui no Amazonas”, declarou.

Para a pesquisadora, o desempenho nesse tipo de levantamento pode servir como um parâmetro adicional na avaliação da qualidade do trabalho realizado.

Amazonas impõe desafios à pesquisa eleitoral

Erica também ressaltou que realizar pesquisas eleitorais no Amazonas envolve dificuldades específicas.

As grandes distâncias, somadas às características geográficas do estado, tornam o trabalho de campo mais complexo. Além disso, fenômenos como seca e cheia podem afetar deslocamentos e o acesso a determinadas regiões.

“Fazer pesquisa no estado do Amazonas é extremamente difícil. Se eu comparar com todo o Brasil, a gente tem especificidades extremamente difíceis. A gente sabe que tem seca, que tem cheia e tudo isso traz esses impactos”, explicou.

Nesse contexto, Erica Aguiar defende que a análise das pesquisas considere não apenas os números divulgados, mas também a metodologia, o histórico do instituto e as condições enfrentadas para a realização do levantamento no Amazonas.

Com a intensificação do período eleitoral, a tendência é que novas pesquisas sejam divulgadas. Por isso, a avaliação crítica dos dados pode ajudar o eleitor a compreender melhor os diferentes cenários apresentados ao longo da disputa.

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