HomeNotíciasAmazonasEx-secretário da SSP-AM se manifesta após operação eleitoral e assessoria nega prisão

Ex-secretário da SSP-AM se manifesta após operação eleitoral e assessoria nega prisão

Após buscas na SSP-AM e em residência, Coronel Vinícius quebra silêncio e nega irregularidades

O ex-secretário de Segurança Pública do Amazonas e candidato a deputado estadual pelo Podemos, coronel Vinícius Almeida, se pronunciou nesta quinta-feira (1º) após ser alvo de mandado de busca e apreensão em uma operação no âmbito eleitoral. Diligências foram realizadas na residência do candidato e na sede da Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM), em Manaus.

Em vídeo divulgado após a operação, Vinícius negou ter cometido irregularidades e ressaltou que deixou o comando da SSP-AM em março deste ano para disputar uma vaga na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam).

“Dia 1º de outubro, e pela manhã a Justiça Eleitoral determinou uma busca e apreensão na Secretaria de Segurança e também na minha residência. E, por isso, eu estou aqui para esclarecer para você alguns pontos importantes”, iniciou.

O candidato ressaltou que as medidas estão relacionadas a uma apuração eleitoral e destacou sua trajetória no serviço público. “Eu tenho 32 anos de serviço público e nunca fui acusado de nada, nunca fui acusado de nenhum crime. Logo, não seria agora, nas eleições, que eu sujaria as minhas mãos de lama”, declarou.

Vinícius também elogiou a atuação dos agentes federais durante o cumprimento das medidas e afirmou confiar na Justiça Eleitoral. “Lá, nós provaremos que nada estamos fazendo de errado. Porque, verdadeiramente, não estamos”, disse.
Ao finalizar o pronunciamento, o ex-secretário afirmou: “Se estão batendo, é porque a gente está”.

Assessoria nega prisão

Ao O Convergente, a assessoria de Coronel Vinícius afirmou que não procede a informação de que o candidato tenha sido preso durante a operação. A alegação de prisão chegou a circular em publicação, durante a manhã, mas não havia confirmação oficial da informação.

As informações disponíveis até o momento apontam para o cumprimento de mandados de busca e apreensão, incluindo a residência do ex-secretário e a sede da SSP-AM.

O Ministério Público do Amazonas (MPAM) informou que as medidas foram requeridas pelo Ministério Público Federal (MPF), após o encaminhamento de informações por setores do órgão estadual. Segundo o MPAM, sua participação ficou limitada à organização e ao auxílio na execução da operação, realizada pela Polícia Federal sob condução do Ministério Público Eleitoral.

Procurada pelo O Convergente, a Polícia Federal esclareceu que não é responsável pela condução da operação e que sua participação ocorreu exclusivamente no apoio operacional às equipes responsáveis pelo cumprimento das medidas.

A SSP-AM também foi procurada pelo O Convergente para comentar as diligências realizadas em sua sede. Em nota, a pasta informou que a operação não tem relação com a atual gestão do órgão. A secretaria também informou que, para manter a transparência pública, oito servidores citados nas investigações foram exonerados dos cargos que ocupavam na secretaria.

A pasta finalizou a nota afirmando que “seguirá prestando todo o apoio ao cumprimento das determinações judiciais”.

Leia mais: Ministério Público Eleitoral acompanha medidas de segurança para eleições em Barreirinha

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