Manaus voltou a registrar a pior qualidade do ar entre as cidades brasileiras nesta quarta-feira (28), segundo dados da plataforma internacional IQAir. Por volta das 6h20, a capital amazonense apresentava Índice de Qualidade do Ar (AQI) de 148, considerado prejudicial para grupos sensíveis. A concentração de partículas finas chegou a 54,8 microgramas por metro cúbico (µg/m³).
O cenário de poluição também foi identificado pelo Sistema Eletrônico de Vigilância Ambiental (Selva), da Universidade do Estado do Amazonas (UEA). Os dados apontavam condições entre ruins e muito ruins em diferentes áreas da capital. No bairro Morro da Liberdade, uma das estações registrou concentração de 81,8 µg/m³ de partículas.
A situação não se restringia a Manaus. Estações de monitoramento do Selva também identificaram níveis elevados de poluentes em municípios do interior do estado, indicando que a piora na qualidade do ar atingia diferentes regiões do Amazonas.
Entre os municípios monitorados, Iranduba registrou concentração de 106,5 µg/m³, seguido por Maués, com 88,4 µg/m³. Em Itacoatiara, o índice chegou a 73,4 µg/m³, enquanto Urucurituba apresentou 60,2 µg/m³.
De acordo com os parâmetros utilizados pelo Selva, a qualidade do ar é considerada boa quando a concentração de partículas fica entre 0 e 25 µg/m³. Acima desse patamar, os níveis passam por classificações que vão de moderados a críticos, conforme a escala adotada pelo sistema.
Fumaça de queimadas preocupa governo
A piora na qualidade do ar ocorre em meio ao alerta feito pelo governador do Amazonas, Roberto Cidade, na segunda-feira (26), sobre a possibilidade de a fumaça de incêndios florestais no sul do Pará atingir o estado nos próximos dias.
Segundo o governador, os focos de queimadas estão concentrados principalmente na região de Itaituba, próxima à divisa com o Amazonas. Durante uma coletiva de imprensa, ele afirmou que o governo estadual pretende entrar em contato com a administração paraense para discutir medidas de enfrentamento aos incêndios.
Cidade explicou que a fumaça não deveria chegar imediatamente, mas poderia alcançar o território amazonense em dois ou três dias.
“Grande parte de onde está tendo queimadas é no sul do Pará, é ali em Itaituba, na fronteira com o nosso estado, ali no Baixo Amazonas. Nós já estamos trabalhando para que a gente possa fazer a nossa parte aqui no nosso estado, mas também vou pedir junto com a nossa equipe para entrar em contato com o governo do Pará”, afirmou.


