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Autoridades da Argentina e do Equador confirmam passagem de Flávio Bolsonaro pelos países

O senador Flávio Bolsonaro (PL), sua esposa, Fernanda Antunes Figueira Bolsonaro, e as duas filhas do casal, Carolina e Luiza, entraram na Argentina na noite de terça-feira (27) e seguiram para Guayaquil, no Equador. A informação foi confirmada pela Direção Nacional de Migrações argentina.

Em nota, o órgão informou que a entrada ocorreu às 22h50, pela Ponte Internacional Tancredo Neves, na província de Misiones. Cerca de 40 minutos depois, às 23h30, os quatro embarcaram em uma aeronave privada da companhia Baires Fly com destino à cidade equatoriana, conforme os dados apresentados no plano de voo.

Segundo as autoridades argentinas, os integrantes da família apresentaram documentos válidos para a viagem e não havia impedimentos legais para a entrada no país. “A travessia foi registrada pela autoridade migratória sem incidentes”, informou o órgão.

A confirmação da viagem ocorre após informações divulgadas na terça-feira pela agência Reuters de que Flávio teria deixado o Brasil com destino aos Estados Unidos. Um aliado próximo do senador e uma fonte do governo norte-americano haviam confirmado à agência a suposta viagem.

Passaportes cancelados e decisão do STF

Flávio Bolsonaro deixou o país após descumprir o prazo estabelecido pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para entregar seus passaportes à Polícia Federal (PF).

Na véspera, depois de ser intimado pelo Judiciário, o senador publicou um vídeo nas redes sociais em que negou a intenção de deixar o Brasil. Na gravação, afirmou que permaneceria no país para organizar a oposição ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, reeleito no domingo (26), após vencer o segundo turno da eleição presidencial.

A determinação de Moraes para a entrega dos documentos ocorreu no âmbito de um inquérito que investiga Flávio Bolsonaro e o advogado Willer Tomaz, amigo do senador, por suspeita de lavagem de dinheiro. Ambos negam irregularidades.

A possibilidade de Flávio deixar o país também havia sido mencionada por seu irmão, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro. Em uma transmissão nas redes sociais, Eduardo afirmou que o senador deveria sair do Brasil caso perdesse a disputa presidencial e assumisse a liderança da oposição brasileira.

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