O ex-deputado federal Marcelo Ramos (PT) afirmou, nesta segunda-feira (13), que sua permanência na disputa por uma vaga ao Senado nas eleições de 2026 dependerá da definição da direção nacional do Partido dos Trabalhadores sobre a composição da chapa majoritária no Amazonas.
A manifestação foi publicada nas redes sociais após a circulação de rumores nos bastidores políticos de que o petista poderia desistir da pré-candidatura. As especulações ganharam força diante da composição do campo político liderado pelo senador Omar Aziz (PSD), que também reúne o senador Eduardo Braga (MDB), pré-candidato à reeleição para uma das duas vagas ao Senado.
Na publicação, Marcelo Ramos afirmou que não considera a possibilidade de desistência uma decisão pessoal e atribuiu o futuro da candidatura às definições partidárias.
“A questão não é eu desistir ou não, até porque desistir é uma palavra que não existe para mim, nem na vida e nem na política. A questão é se a direção nacional do meu partido decidirá ter ou não ter candidato ao Senado. Em breve publicarei uma nota oficial sobre tudo que está acontecendo”, escreveu.
A declaração ocorre em meio às articulações para a formação das chapas que disputarão as eleições de outubro. O PT integra o grupo político que apoia a pré-candidatura de Omar Aziz ao Governo do Amazonas.
Anteriormente, o presidente do PT-AM, Sinésio Campos, já havia afirmado ao O Convergente sobre a tratativa nacional, mas que Marcelo Ramos era o nome do diretório estadual para a disputa ao Senado.
As definições devem avançar nas próximas semanas, com a realização das convenções partidárias, período em que as legendas oficializarão seus candidatos para as eleições de 2026. Segundo o calendário eleitoral, as convenções ocorrerão entre 20 de julho e o início de agosto.
Leia mais: Marcelo Ramos diz que corrida ao Senado “entra em outro patamar” sem Wilson Lima


